top of page
Buscar


DA CULTURA AO RELÓGIO: A RUPTURA LUHMANNIANA COM PARSONS
Por Williem da Silva Barreto Júnior * O problema da ordem social atravessa a história do pensamento ocidental como uma pergunta insistente: como é possível que indivíduos contingentes estabeleçam vínculos estáveis? Reformulada por Parsons sob o conceito de dupla contingência e radicalizada por Luhmann na teoria dos sistemas, essa questão desloca o foco dos fundamentos normativos para os mecanismos operativos da comunicação. O presente texto examina essa trajetória conceitual,

Williem da Silva Barreto Júnior
28 de fev.5 min de leitura


A CONQUISTA DO VOTO FEMININO E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA POLÍTICA BRASILEIRA
Por Daniel Camurça Correia * O dia 24 de fevereiro marca um momento decisivo na história política brasileira: a conquista do voto feminino , formalmente reconhecida em 1932. A compreensão desse marco exige situá-lo em um contexto mais amplo, internacional e nacional, no qual as lutas das mulheres por direitos políticos estiveram diretamente associadas aos ideais de cidadania, igualdade, justiça social e democracia. No cenário internacional, o primeiro país a instituir o voto

Daniel Camurça Correia
28 de fev.3 min de leitura


HISTÓRIA, MODERNIDADE E TEMPORALIZAÇÃO: A TRANSFORMAÇÃO DO CONCEITO DE HISTÓRIA EM REINHART KOSELLECK
Por Williem da Silva Barreto Júnior * A reflexão proposta por Reinhart Koselleck acerca da reconstituição da história parte da constatação de que o seu próprio conceito sofreu uma inflexão decisiva na transição para a modernidade. Não se trata apenas de mudança metodológica ou narrativa, mas de transformação estrutural na forma como o tempo histórico passa a ser concebido, experimentado e articulado. A passagem de histórias fragmentadas para a ideia de uma história singula

Williem da Silva Barreto Júnior
15 de fev.4 min de leitura


DEMOCRACIA EM DISPUTA NA AMÉRICA LATINA: BOLÍVIA E EQUADOR ENTRE O NEOLIBERALISMO E O PODER CONSTITUINTE
Por Williem da Silva Barreto Júnior * Apesar de as democracias contemporâneas enfrentarem ataques severos — sobretudo nos países do Norte global —, diversas experiências oriundas do Sul passaram a formular respostas teóricas e práticas inovadoras voltadas à regeneração do campo político. No contexto latino-americano, tornou-se progressivamente evidente que as liberdades públicas não permaneceriam imunes às ofensivas neoliberais, responsáveis por promover uma abertura irrestri

Williem da Silva Barreto Júnior
27 de jan.5 min de leitura


QUANDO A HISTÓRIA RETORNA COMO ADVERTÊNCIA
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Comparar Donald Trump a Adolf Hitler não significa dizer que são a mesma coisa, nem que o trumpismo é o nazismo. Significa reconhecer que certas engrenagens do autoritarismo reaparecem na história com novas roupas, novos inimigos e novas tecnologias. O nazismo não surgiu do nada. Ele se alimentou de ressentimento social, medo, humilhação nacional e da promessa de restauração de uma grandeza perdida. O trumpismo opera em chave semelhante: Mak

Georgino Jorge de Souza Neto
25 de jan.2 min de leitura


NÃO HÁ PROGRESSO NAS QUESTÕES HUMANAS
Por Gustavo Bertoche * Não há progresso nas questões centrais do mundo humano. Elas permanecem as mesmas há pelo menos vinte e cinco séculos. * * * É claro que existe progresso tecno-científico. Os meios de produção, de comunicação, de transporte progridem geração após geração. Mas as perguntas de raiz não mudam — as perguntas sobre o cosmos, sobre a comunidade dos homens, sobre os seres humanos; elas permanecem as mesmas porque nós ainda somos os mesmos. Façamos um experimen

Gustavo Bertoche
25 de jan.7 min de leitura


A LÓGICA DO CURRAL NO BRASIL RACIALIZADO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Estou envolvido em uma pesquisa que exige, como método, trabalho de campo com observação. Sem dar muito spoiler , do muito que tenho observado para a produção dos meus relatos, a questão racial me chama especial atenção. É na rua, na observação sistemática, que o que costumo ler salta para fora das elucubrações teóricas e ganha vida (e pele). Nunca escondi a minha admiração pelo intelectual camaronês, Achille Mbembe. Uma das suas obras que m

Georgino Jorge de Souza Neto
19 de jan.2 min de leitura


AIMÉ CÉSAIRE E O NAZISMO COLONIAL: O ESPELHO QUE A EUROPA QUEBROU
Por Williem da Silva Barreto Júnior * A compreensão da obra Discurso sobre o colonialismo, de Aimé Césaire, exige uma imersão nos complexos conceitos de modernidade, colonialismo e nas correntes do pensamento pós-colonial e decolonial, das quais o autor martinicano é um precursor fundamental. Capa do Livro "Discurso sobre o Colonialismo" (2024), de Aimé Césaire. O texto inicia seu percurso teórico adotando a perspectiva do filósofo Enrique Dussel, que situa o nascimento da m

Williem da Silva Barreto Júnior
15 de jan.3 min de leitura


"O AGENTE SECRETO": A CULTURA NÃO É ORNAMENTO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * A vitória de "O Agente Secreto" no Globo de Ouro não é apenas um troféu reluzente a ocupar uma estante. É um gesto simbólico de alta densidade histórica, cultural e política. Num país acostumado a tratar a cultura como ornamento supérfluo (algo entre o entretenimento descartável e a “mamata” imaginária), o reconhecimento internacional de uma obra brasileira reafirma uma verdade antiga e incômoda: cultura é infraestrutura do espírito coletivo

Georgino Jorge de Souza Neto
12 de jan.2 min de leitura


"O AGENTE SECRETO" E A VITÓRIA DA DEMOCRACIA E DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Por Daniel Camurça Correia * O Agente Secreto (2025) é um filme brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por suas leituras críticas da história e da sociedade brasileira. A obra é protagonizada por Wagner Moura, que interpreta um personagem envolvido em atividades de espionagem e vigilância política. O enredo se passa durante o período da ditadura militar brasileira, em Pernambuco, em contexto marcado pela repressão, censura e perseguição a opositor

Daniel Camurça Correia
12 de jan.3 min de leitura


"EM NOME DO BRASIL, OFERECE-SE O BRASIL": EXEGESE DE UMA PROPOSTA COLONIAL
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Existem declarações que dispensam réplica e pedem exegese. A recente sugestão do deputado Nikolas Ferreira, convocando, com a serenidade de quem pede um café numa birosca de esquina, a invasão americana do Brasil com direito ao sequestro do presidente Lula, não é apenas um desvario retórico, senão um pequeno tratado de anti-soberania, desses que fariam corar até os manuais mais cínicos da Guerra Fria. A ideia é engenhosa em sua simplicidade

Georgino Jorge de Souza Neto
5 de jan.2 min de leitura


A REPÚBLICA FOI MESMO SÓ MAIS UM GOLPE?
Por Gustavo Biscaia de Lacerda * Em diversas colunas anteriores escrevemos a respeito do conceito de república, bem como da importância de recuperarmos a experiência histórica da república no Brasil. Esses esforços não são exercícios academicistas nem a satisfação de vaidade pessoal; bem ao contrário, correspondem à necessária e urgente reafirmação de conceitos e práticas que condensam os mais generosos e realistas traços, projetos e aspirações sociais e políticas das socieda

Gustavo Biscaia de Lacerda
3 de jan.5 min de leitura


UMA REFLEXÃO SOBRE CRIMES DE GUERRA E MEMÓRIA COLETIVA A PARTIR DO KDRAMA "A CRIATURA DE GYEONGSEONG"
ALERTA DE CONTEÚDO SENSÍVEL (O TEXTO TRATA SOBRE DIVERSAS FORMAS DE CRIMES DE GUERRA)!!! Por Suzana Nascimento Veiga * Nos últimos cinco anos, a Coreia do Sul tem sido meu alvo de pesquisas. Entre as linhas que busco conectar, sem dúvida, estão a da História e do Audiovisual. O cinema e a TV sempre fizeram parte do meu interesse tanto como hobby , quanto como espaço de debate e discussões sobre as questões sociais e políticas, seja no Brasil ou em outras partes do mundo. No f

Suzana Nascimento Veiga
8 de jan. de 20246 min de leitura


A POBREZA DE EXPERIÊNCIA NO BOLSONARISMO
Por Audi Roberto Rodrigues * Para Walter Benjamin, o que marca a complexa sociedade moderna é uma ambiguidade entre os processos civilizatórios que permeiam nossa realidade. Para tanto, o que ele chama de pobreza da experiência na sociedade moderna é justamente a incapacidade dos indivíduos de narrar suas próprias histórias e singularidades. Nessa ótica, há em relação a esse fenômeno de extrema direita, ao nosso ver, umas certas similaridades dos processos psíquicos dos que B
Audi Roberto Rodrigues
17 de dez. de 20233 min de leitura


ESCREVENDO A HISTÓRIA: POR QUE NÃO DE MANEIRA ESTÉTICA, ARTÍSTICA E POÉTICA?
Por Audi Roberto Rodrigues * “De que maneira a Historia deve ser escrita?” É um tema muito recorrente e caro a nós Historiadores. Há quem diga que não se pode fazer uma História que emocione, que fale sobre sentimentos, paixões e afetos. Para muitos a escrita deve ser norteada por uma estrutura dada, que fale somente de datas, conjecturas e processos – e que não caberia ao nosso saber emocionar as pessoas. Penso diferente : a capacidade que a História tem de influenciar soci
Audi Roberto Rodrigues
3 de set. de 20234 min de leitura


ROBESPIERRE OU HARVEY DENT? QUEM É DELTAN DALLAGNOL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO?
Por Alexandre Gossn * O ex-representante do Ministério Público Federal, o procurador da República Deltan Dallagnol, fora cassado no dia 16 de maio por acórdão do TSE em decisão unânime. Deltan fora eleito deputado federal na esteira do discurso anticorrupção após colecionar uma miríade de polêmicas enquanto procurador da operação Lava Jato. Ocorre que a palavra polêmica é sem dúvida um eufemismo: Dallagnol fora acusado de inúmeros abusos contra réus, investigados, condenados

Alexandre Gossn
2 de jun. de 20235 min de leitura


NÃO EXISTIRIA AI-05 SEM O AI-01: POR QUE CHAMAR DITADORES DE PRESIDENTE?
Por Alexandre Gossn * Promulgados pelo mesmo Ditador (Costa & Silva) — e com a diferença de apenas 04 anos entre um e outro — o primeiro Ato Institucional simboliza a ruptura da institucionalidade e a derrocada da democracia, enquanto o outro representa o início da era de terror no país. Torno a tocar neste ponto: a Ditadura roubou mais que a liberdade da população e a vida de centenas ou talvez milhares de pessoas: ela subtraiu a nossa memória e continua até hoje surrupian

Alexandre Gossn
2 de abr. de 20232 min de leitura


SE NÃO TENS CERTEZA SE CONHECE A HISTÓRIA DO SEU PAÍS, NÃO CELEBRE GOLPES COMO O DE 1964
Por Alexandre Gossn * As pessoas não celebram o golpe de Getúlio Vargas que iniciou a ditadura do Estado Novo em 1937. Por que deveriam então celebrar o golpe de 1964 no governo João Goulart? Nas duas rupturas, assistimos incautos caírem no mesmo engodo: o fantasma do COMUNISMO . Para implantar a ditadura de Getúlio Vargas (a mesma que enviou uma mulher grávida para os campos de concentração nazistas), os militares FABRICARAM falsas evidências de um suposto golpe comunista.

Alexandre Gossn
1 de abr. de 20233 min de leitura


O 8 DE JANEIRO E O GOLPE QUE FRACASSOU
Por Audi Roberto Rodrigues * No dia 8 de janeiro, todos nós brasileiros, que defendemos os valores democráticos e republicanos, ficamos estarrecidos com os atos de vandalismo, violência e, em último caso, a tentava de golpe imputada contra as instituições e o Estado de Direito. O domingo de terror que assolou a capital federal, de repercussão mundial, tinha um objetivo claro: um Golpe de Estado. Os ditos “manifestantes” vieram de várias partes do Brasil, encorajados e incenti
Audi Roberto Rodrigues
3 de mar. de 20233 min de leitura


TEREMOS 4 ANOS DE 3° TURNO NO BRASIL?
Por João Gabriel Rodrigues* É evidente que vivemos um momento histórico no país. Há vários motivos para isso. Porém, hoje, destaco apenas...

João Gabriel Rodrigues
6 de fev. de 20232 min de leitura
bottom of page
.png)