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A DES-EDUCAÇÃO NO BRASIL: A MERCANTILIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR E O COLAPSO DA UNIVERSIDADE
Por Gustavo Bertoche * Desde os anos 90 há um processo de aceleração da des-Educação em curso no Brasil. Esse processo teve início com a mercantilização do ensino superior — e radicalizou-se com o crescimento dos conglomerados "educacionais" administrados por banqueiros ou por grupos estrangeiros. Sob a justificativa da "democratização", as vagas no ensino superior foram multiplicadas — inicialmente, pela abertura de faculdades, centros universitários e universidades particul

Gustavo Bertoche
27 de jan.2 min de leitura


NOTA BAIXA, RISCO ALTO: A URGÊNCIA DE FECHAR CURSOS DE MEDICINA MAL AVALIADOS
Por Gustavo Bertoche * Sobre a recente divulgação da avaliação do MEC sobre as faculdades de Medicina no país: concordo com a posição do CFM. Por mim, os cursos de nota 1 e 2 deveriam ser sumariamente fechados, e os cursos de nota 3 deveriam ser acompanhados de perto. E é absolutamente essencial o estabelecimento de uma prova nacional difícil, nos moldes da prova da OAB, para a obtenção do registro de médico. A qualidade dos médicos (e também dos enfermeiros) formados nessas

Gustavo Bertoche
25 de jan.1 min de leitura


A ILUSÃO DE "SEGUIR A CIÊNCIA"
Por Gustavo Bertoche * Muitas pessoas inteligentes julgam necessário "seguir a ciência" em questões políticas. Elas não percebem que: • Em primeiro lugar, não existe " a ciência": não há uma instituição ou um grupo de indivíduos que tenha a prerrogativa de falar em nome de todos os pesquisadores do mundo. Ademais, cada campo científico tem seus próprios objetos e métodos. Além disso, dentro de cada campo científico há uma pluralidade de posições. Isto é: quem afirma falar "em

Gustavo Bertoche
19 de jan.4 min de leitura


NADA DE NOVO SOB O SOL DA FILOSOFIA: OS PROBLEMAS DE SEMPRE COM NOVAS ROUPAGENS
Por Gustavo Bertoche * Muitos intelectuais acreditam lidar com problemas absolutamente novos, jamais pensados anteriormente — problemas como, por exemplo, a questão da "inteligência artificial", o caráter autofágico da democracia, a proposta do gênero neutro na língua portuguesa. O que os intelectuais do nosso tempo ignoram — devido à sua deficiência cultural — é que esses problemas já eram discutidos, sob outras formas, há milhares de anos. O caso específico da proposta do p

Gustavo Bertoche
15 de jan.2 min de leitura


PUBLIQUE HOJE, SEJA LIDO AMANHÃ: REVISTAS JURÍDICAS BRASILEIRAS COM PROCESSOS EDITORIAIS ÁGEIS
Por Williem da Silva Barreto Júnior * 1 Considerações Iniciais Quem produz pesquisa acadêmica no Brasil conhece bem o dilema: o tempo entre a submissão e a publicação pode chegar a dois ou três anos. Nesse intervalo, o contexto social, jurídico e político muda, debates se atualizam e, muitas vezes, o impacto do trabalho se dilui. A boa notícia é que existem periódicos jurídicos brasileiros comprometidos com processos editoriais mais ágeis, sem abrir mão da qualidade, da avali

Williem da Silva Barreto Júnior
3 de jan.3 min de leitura


REVISTA PARAJÁS ESTREIA NOVO SITE
Pela Equipe Editorial da Revista Parajás * A renomada Revista Parajás, conhecida por seu foco em debates acadêmicos humanísticos e sociais, está de casa nova na internet. A partir de hoje, a revista operará através de um novo site ( www.revistaparajas.com.br ), prometendo uma experiência mais fluída e acessível para seus leitores e colaboradores. Com a mudança, todos os artigos deverão ser submetidos exclusivamente pelo novo portal. A equipe editorial da Parajás acredita que

Instituto Parajás
23 de jun. de 20241 min de leitura


ESCREVER É RECORTAR, COSTURAR E ALINHAVAR
NÃO SOMOS BONS ESCRITORES. EIS A MÁXIMA DE NOSSO PROCESSO DE ESCRITA ACADÊMICA... Por Emanuel Calebe Araújo Silva * Hoje, o professor Dr. Robson Cruz publicou um texto que me levou a algumas percepções (chamei, em minha página, de insights ). Cruz, com a sensibilidade que lhe é própria na escrita, apontou para elementos comparativos entre a prática acadêmica, notadamente a escrita, e trabalhos técnicos como o de mecânico(a) ou costureiro(a). O título do texto (“Ser especial o
Emanuel Calebe Araújo Silva
26 de dez. de 20234 min de leitura


OS DOIS CONCEITOS DE TEORIA: POR QUE TANTOS DESENTENDIMENTOS?
Por Ricardo Cortez Lopes * É normal que alguns conceitos técnicos da área da pesquisa sejam mal interpretados pelas pessoas que não são cientistas. Cumpre notar que nem sempre a incompreensão é algo negativo; muitas vezes o feedback das "ruas" ajuda o cientista a repensar suas próprias ideias. Mas, na maioria das vezes, existe uma descontextualização, e isso, na prática, pode até prejudicar a formação dos futuros cientistas – mas esse assunto fica para outro momento. Hoje q

Ricardo Cortez Lopes
27 de jun. de 20233 min de leitura


PESQUISADOR, NÃO SE LIMITE AO SEU DIPLOMA OU AO SEU CARGO
Por Ricardo Cortez Lopes * É muito comum você ver por aí histórias de superação de pessoas que, após todas as dificuldades, conseguiram conquistar o seu tão aguardado diploma. Muitas vezes são histórias muito bonitas e inspiradoras. Porém, para um pesquisador, o título não deve ser o auge de sua vida, ele é o começo. Ou melhor: é uma oportunidade que você teve de estudar e desenvolver uma pesquisa acompanhado de professores, colegas, orientação, etc , em uma primeira experiên

Ricardo Cortez Lopes
5 de abr. de 20234 min de leitura


A POLARIZAÇÃO POLÍTICA FAZ BEM PARA A CIÊNCIA?
Por Ricardo Cortez Lopes * Não existe um consenso de que estamos em uma polarização política , mas que existem dois líderes carismáticos de muitos indivíduos em embate no momento no Brasil, isso me parece inegável. Também não existe nenhum tipo de concordância geral do significado do termo, mas vamos descrevê-lo como a preponderância de uma relação conflituosa entre duas ideias, as quais monopolizam quase toda a atenção e que conferem uma interpretação de mundo enviesada par

Ricardo Cortez Lopes
30 de mar. de 20234 min de leitura


AINDA FAZ SENTIDO TERMOS NORMAS DE FORMATAÇÃO PARA REFERÊNCIAS?
Por Ricardo Cortez Lopes * Logisticamente falando, o trabalho científico, antigamente — principalmente antes da computação —, era bem mais complexo de executar do que é agora. Por exemplo: apenas para fazer uma revisão bibliográfica, por mais simples que fosse, implicava em ir até uma biblioteca e pesquisar catálogos. Dos livros encontrados, era preciso buscá-los nas prateleiras para, depois, começar a lê-los e selecionar o que é relevante. Isso sem a ajuda do ctrl+f . Dep

Ricardo Cortez Lopes
16 de mar. de 20234 min de leitura


O OPERÁRIO E O ENGENHEIRO DA PESQUISA
Por Ricardo Cortez Lopes* Você já deve estar cansado de ler textos que falam dos tipos de orientadores, dos tipos de alunos, dos tipos de...

Ricardo Cortez Lopes
28 de fev. de 20235 min de leitura


ESCORIA SOCIAL? O DRAMA DE ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO DESEMPREGADOS
Por Helton Rafael Nascimento * O número crescente de alunos que ingressam nos programas de pós-graduação ( stricto sensu ) tem ocasionado para estes sujeitos alguns desafios como, por exemplo, o de conciliar trabalho e estudo, ou decidir entre focar no trabalho ou nos estudos. Esse dilema mostra-se como um fator crucial para alunos que trabalham ou são incentivados a se dedicar integralmente a seus estudos. Esses desafios evidenciam as demandas e expectativas colocadas sobre

Helton Rafael Nascimento
7 de fev. de 20234 min de leitura


VALE A PENA PUBLICAR EM REVISTAS DE QUALIS A1?
Por Ricardo Cortez Lopes * À primeira vista, a frase do título soa estúpida. As revistas A1 seguem todos os critérios do ponto de vista burocrático com excelência, enquanto seus pareceristas garantem o critério no seu conteúdo. Assim, a revista empresta a você um pouco do brilho dela e valoriza o seu escrito, no mínimo diante de outros pesquisadores. Mas isso não responde todos os sentidos possíveis da pergunta do título. Afinal, só falamos do resultado, do seu artigo já pub

Ricardo Cortez Lopes
31 de jan. de 20234 min de leitura


COMO EU FAÇO DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA? UM MODELO POSSÍVEL
Por Ricardo Cortez Lopes * Cientistas, obviamente, gostam de ciência. Só que, na sociedade, somos um grupo restrito; uma porcentagem pequena de pessoas se interessa por esse tema — é só você lembrar quantas pessoas o chamavam de NERD na escola. Se esse desinteresse acontece por falta de acesso ou por afinidade, é difícil dizer, pois não é uma questão que é possível investigar de fato. A questão é que a divulgação científica é a crença que a falta de acesso é que restringe o

Ricardo Cortez Lopes
23 de jan. de 20233 min de leitura
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