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LABORATÓRIO FICCIONAL: UMA TÉCNICA DE PESQUISA DE ORIGEM REPRESONTOLÓGICA
Por Ricardo Cortez Lopes * Tal como qualquer ciência estabelecida, a represontologia lança mão de técnicas de coleta e de análise de dados para embasar sua reflexão teórica. Isso, contudo, não deve ser confundido com a metodologia em represontologia , que possui regras próprias. Trata-se de uma dimensão interna da própria represontologia, específica a ela, uma vez que cada ciência autônoma desenvolve e segue seus próprios procedimentos metodológicos. É evidente que o estudo

Ricardo Cortez Lopes
2 de fev.3 min de leitura


A ILUSÃO DE "SEGUIR A CIÊNCIA"
Por Gustavo Bertoche * Muitas pessoas inteligentes julgam necessário "seguir a ciência" em questões políticas. Elas não percebem que: • Em primeiro lugar, não existe " a ciência": não há uma instituição ou um grupo de indivíduos que tenha a prerrogativa de falar em nome de todos os pesquisadores do mundo. Ademais, cada campo científico tem seus próprios objetos e métodos. Além disso, dentro de cada campo científico há uma pluralidade de posições. Isto é: quem afirma falar "em

Gustavo Bertoche
19 de jan.4 min de leitura


A PREPOTÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO: O MITO DA TRANSCRIÇÃO VERDADEIRA
Por Ricardo Cortez Lopes * A sétima regra do método represontológico recebe o nome de prepotência : as representações invariavelmente acreditam que refletem seu referente com perfeição — como se realizassem uma transcrição exata — ou, ao menos, que constituem a descrição mais próxima possível dele. Em outras palavras, uma representação se (auto)compreende como verdadeira, ou mais verdadeira do que as demais que tratam do mesmo referente. Quando ela se considera a única verdad

Ricardo Cortez Lopes
15 de jan.2 min de leitura


A IMPORTÂNCIA DO PIVÔ NA REPRESENTAÇÃO
Por Ricardo Cortez Lopes * Como já referimos, a representação é um fenômeno mediado, que não aparece imediatamente aos sentidos humanos e que deve ser investigado por meio de recorrências. Por ser mediada, precisamos de um mediador, e isso nada mais é do que o pivô. Hoje vamos apresentar o que ele é e suas características principais. Em uma síntese rápida e abstrata, o pivô nada mais é do que aquilo que aciona o funcionamento de uma representação ou a impele a se mover. Sem o

Ricardo Cortez Lopes
5 de jan.2 min de leitura


PUBLIQUE HOJE, SEJA LIDO AMANHÃ: REVISTAS JURÍDICAS BRASILEIRAS COM PROCESSOS EDITORIAIS ÁGEIS
Por Williem da Silva Barreto Júnior * 1 Considerações Iniciais Quem produz pesquisa acadêmica no Brasil conhece bem o dilema: o tempo entre a submissão e a publicação pode chegar a dois ou três anos. Nesse intervalo, o contexto social, jurídico e político muda, debates se atualizam e, muitas vezes, o impacto do trabalho se dilui. A boa notícia é que existem periódicos jurídicos brasileiros comprometidos com processos editoriais mais ágeis, sem abrir mão da qualidade, da avali

Williem da Silva Barreto Júnior
3 de jan.3 min de leitura


OS DOIS CONCEITOS DE TEORIA: POR QUE TANTOS DESENTENDIMENTOS?
Por Ricardo Cortez Lopes * É normal que alguns conceitos técnicos da área da pesquisa sejam mal interpretados pelas pessoas que não são cientistas. Cumpre notar que nem sempre a incompreensão é algo negativo; muitas vezes o feedback das "ruas" ajuda o cientista a repensar suas próprias ideias. Mas, na maioria das vezes, existe uma descontextualização, e isso, na prática, pode até prejudicar a formação dos futuros cientistas – mas esse assunto fica para outro momento. Hoje q

Ricardo Cortez Lopes
27 de jun. de 20233 min de leitura


PESQUISADOR, NÃO SE LIMITE AO SEU DIPLOMA OU AO SEU CARGO
Por Ricardo Cortez Lopes * É muito comum você ver por aí histórias de superação de pessoas que, após todas as dificuldades, conseguiram conquistar o seu tão aguardado diploma. Muitas vezes são histórias muito bonitas e inspiradoras. Porém, para um pesquisador, o título não deve ser o auge de sua vida, ele é o começo. Ou melhor: é uma oportunidade que você teve de estudar e desenvolver uma pesquisa acompanhado de professores, colegas, orientação, etc , em uma primeira experiên

Ricardo Cortez Lopes
5 de abr. de 20234 min de leitura


AINDA FAZ SENTIDO TERMOS NORMAS DE FORMATAÇÃO PARA REFERÊNCIAS?
Por Ricardo Cortez Lopes * Logisticamente falando, o trabalho científico, antigamente — principalmente antes da computação —, era bem mais complexo de executar do que é agora. Por exemplo: apenas para fazer uma revisão bibliográfica, por mais simples que fosse, implicava em ir até uma biblioteca e pesquisar catálogos. Dos livros encontrados, era preciso buscá-los nas prateleiras para, depois, começar a lê-los e selecionar o que é relevante. Isso sem a ajuda do ctrl+f . Dep

Ricardo Cortez Lopes
16 de mar. de 20234 min de leitura


O OPERÁRIO E O ENGENHEIRO DA PESQUISA
Por Ricardo Cortez Lopes * Você já deve estar cansado de ler textos que falam dos tipos de orientadores, dos tipos de alunos, dos tipos de professores etc . Alguns deles possuem fundamento científico, outros são crônicas de vivências e outros são engraçados. Esse texto é opinativo sobre perfis de pesquisadores, então segue a segunda tendência. Logo, fique a vontade para contestar as ideias o quanto quiser; é possível até que esse texto mesmo mude de acordo com a intensidade d

Ricardo Cortez Lopes
28 de fev. de 20235 min de leitura


VALE A PENA PUBLICAR EM REVISTAS DE QUALIS A1?
Por Ricardo Cortez Lopes * À primeira vista, a frase do título soa estúpida. As revistas A1 seguem todos os critérios do ponto de vista burocrático com excelência, enquanto seus pareceristas garantem o critério no seu conteúdo. Assim, a revista empresta a você um pouco do brilho dela e valoriza o seu escrito, no mínimo diante de outros pesquisadores. Mas isso não responde todos os sentidos possíveis da pergunta do título. Afinal, só falamos do resultado, do seu artigo já pub

Ricardo Cortez Lopes
31 de jan. de 20234 min de leitura


COMO EU FAÇO DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA? UM MODELO POSSÍVEL
Por Ricardo Cortez Lopes * Cientistas, obviamente, gostam de ciência. Só que, na sociedade, somos um grupo restrito; uma porcentagem pequena de pessoas se interessa por esse tema — é só você lembrar quantas pessoas o chamavam de NERD na escola. Se esse desinteresse acontece por falta de acesso ou por afinidade, é difícil dizer, pois não é uma questão que é possível investigar de fato. A questão é que a divulgação científica é a crença que a falta de acesso é que restringe o

Ricardo Cortez Lopes
23 de jan. de 20233 min de leitura
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