top of page
Buscar


O DIA NACIONAL DOS QUADRINHOS (30 DE JANEIRO): ENTRE TRAÇOS, POLÍTICA E REGIONALIDADES
Por Daniel Camurça Correia * e Ikaro Grangeiro Ferreira ** O Dia Nacional dos Quadrinhos , celebrado em 30 de janeiro , constitui-se como um marco simbólico de reconhecimento da relevância histórica, cultural e pedagógica da linguagem dos quadrinhos no Brasil. A escolha da data remete à publicação, em 30 de janeiro de 1869, da primeira história em quadrinhos brasileira considerada propriamente dita: "As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte", de Angelo A

Ikaro Grangeiro Ferreira
há 4 dias6 min de leitura


"O AGENTE SECRETO": A CULTURA NÃO É ORNAMENTO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * A vitória de "O Agente Secreto" no Globo de Ouro não é apenas um troféu reluzente a ocupar uma estante. É um gesto simbólico de alta densidade histórica, cultural e política. Num país acostumado a tratar a cultura como ornamento supérfluo (algo entre o entretenimento descartável e a “mamata” imaginária), o reconhecimento internacional de uma obra brasileira reafirma uma verdade antiga e incômoda: cultura é infraestrutura do espírito coletivo

Georgino Jorge de Souza Neto
12 de jan.2 min de leitura


"O AGENTE SECRETO" E A VITÓRIA DA DEMOCRACIA E DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Por Daniel Camurça Correia * O Agente Secreto (2025) é um filme brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por suas leituras críticas da história e da sociedade brasileira. A obra é protagonizada por Wagner Moura, que interpreta um personagem envolvido em atividades de espionagem e vigilância política. O enredo se passa durante o período da ditadura militar brasileira, em Pernambuco, em contexto marcado pela repressão, censura e perseguição a opositor

Daniel Camurça Correia
12 de jan.3 min de leitura


QUANDO A PALAVRA E O BLUES COMEÇAM, NÃO DÁ MAIS PARA PARAR: SOBRE TALENTO, INSISTÊNCIA E O DESCONFORTO DE LEVAR A PRÓPRIA VOZ A SÉRIO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Tem quem jure, com a convicção dos que nunca leram um parágrafo inteiro de Goethe, mas confiam cegamente em correntes de WhatsApp, que Robert Johnson só tocava daquele jeito porque, numa encruzilhada qualquer do Mississippi, vendeu a alma ao diabo em troca de talento. É uma lenda belíssima, diga-se: simplifica o mistério, infantiliza o esforço e preserva a tranquilidade moral dos medíocres. Afinal, se o talento vem do inferno, ninguém precis

Georgino Jorge de Souza Neto
6 de jan.2 min de leitura


O MÁSKARA E A REPRESENTATIVIDADE
Por Ricardo Cortez Lopes * A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados pela Represontologia — a ciência das representações. O objetivo é demonstrar aplicações dos conceitos e, ao mesmo tempo, sugerir caminhos para pesquisas futuras (quem sabe para publicar na Revista Colirium ) a quem deseja aprofundar-se no campo. O personagem escolhido para este post é o Máskara . Sua trajetória começou nos quadrinhos da Dark Horse , na década de 1980, em

Ricardo Cortez Lopes
17 de ago. de 20252 min de leitura


UMA REFLEXÃO SOBRE CRIMES DE GUERRA E MEMÓRIA COLETIVA A PARTIR DO KDRAMA "A CRIATURA DE GYEONGSEONG"
ALERTA DE CONTEÚDO SENSÍVEL (O TEXTO TRATA SOBRE DIVERSAS FORMAS DE CRIMES DE GUERRA)!!! Por Suzana Nascimento Veiga * Nos últimos cinco anos, a Coreia do Sul tem sido meu alvo de pesquisas. Entre as linhas que busco conectar, sem dúvida, estão a da História e do Audiovisual. O cinema e a TV sempre fizeram parte do meu interesse tanto como hobby , quanto como espaço de debate e discussões sobre as questões sociais e políticas, seja no Brasil ou em outras partes do mundo. No f

Suzana Nascimento Veiga
8 de jan. de 20246 min de leitura


ESCREVENDO A HISTÓRIA: POR QUE NÃO DE MANEIRA ESTÉTICA, ARTÍSTICA E POÉTICA?
Por Audi Roberto Rodrigues * “De que maneira a Historia deve ser escrita?” É um tema muito recorrente e caro a nós Historiadores. Há quem diga que não se pode fazer uma História que emocione, que fale sobre sentimentos, paixões e afetos. Para muitos a escrita deve ser norteada por uma estrutura dada, que fale somente de datas, conjecturas e processos – e que não caberia ao nosso saber emocionar as pessoas. Penso diferente : a capacidade que a História tem de influenciar soci
Audi Roberto Rodrigues
3 de set. de 20234 min de leitura


HOMENS NEGROS TAMBÉM SE DESPEDAÇAM: O QUE A NARRATIVA DE "CREED 3" NOS ENSINA?
Por Elbert Agostinho * Há algum tempo não exercitamos nossa análise fílmica... Então, de repente, Creed 3 nos atravessa... Alguns dirão: o que eu poderia aprender com um filme de boxe? Toda narrativa nos ensina algo. Nas palavras de Anansi: "Os fios estão todos lá, mas você quer enxergar?" Começamos com a seguinte premissa: Adonis Creed não gosta de falar do passado. Adonis Creed não quer falar sobre o passado. Adonis Creed não consegue falar sobre o passado. Então seu passa

Elbert de Oliveira Agostinho
16 de jun. de 20232 min de leitura


O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NO FILME "O DESTINO DE HAFFMANN"
Um filme de profundas implicações morais individuais e coletivas. Por Alexandre Gossn * AVISO: esta newsletter trará spoilers, portanto, tens duas opções: i) podes lê-la para assistir ao filme tendo melhor aproveitamento da análise sociocultural (mas perdendo parte da experiência cinematográfica que advém da surpresa) ou salve o texto, assista ao filme e volte para lê-lo e assim ruminar comigo a obra. Imagem 01: Capa do Filme Feito este aviso, sigamos! Nesta película frances

Alexandre Gossn
2 de jun. de 20235 min de leitura


THE OFFICE E DOM QUIXOTE
Por Ricardo Cortez Lopes * Tendemos a não gostar do que nos parece falso . Isso se aplica a pessoas e também a situações. Porém, existe um tipo de falso que podemos até mesmo simpatizar, que é aquele que acha que é aquilo que não é. Por exemplo, Dom Quixote de la Mancha , clássico da literatura universal. Imagem 01: Capa do livro "Dom Quixote de La Mancha" No clássico de Cervantes, o moderno acha que é um cavaleiro medieval e sofre as consequências em um mundo institucionali

Ricardo Cortez Lopes
2 de jun. de 20233 min de leitura


O SUICÍDIO DE IDOLS E UMA REFLEXÃO SOBRE O K-POP COMO UMA INSTITUIÇÃO TOTAL
Por Suzana Nascimento Veiga * No dia 19 de abril de 2023 foi noticiado que Moonbin — o idol de 25 anos e membro do grupo de k-pop Astro — foi encontrado morto em sua residência, tendo, provavelmente, tirado a própria vida. Como pesquisadora e fã de k-pop, meu pensamento elabora o que é mais óbvio: a indústria do k-pop e a forma como ela funciona e atinge seus jovens trabalhadores é uma máquina a serviço do capital que esmaga e mói esses jovens, arrasando suas saúdes físic

Suzana Nascimento Veiga
25 de abr. de 202311 min de leitura


O NÃO-DITO E A PROPAGANDA PUNITIVISTA DO ESTADO NO SERIADO “A LIÇÃO”
Por Suzana Nascimento Veiga * “Mal parece existir, exceto para o homem que sofre com ela – em sua alma por meses e anos, em seu corpo durante a hora desesperada e violenta quando ele é cortado em dois sem que sua vida seja suprimida. Vamos chamá-la pelo nome que, pela falta de qualquer outra dignidade, vai ao menos dar a dignidade da verdade, e vamos reconhecê-la pelo que é, em essência: uma vingança” (Albert Camus, Reflexões sobre a guilhotina ). O que realmente sabemos so

Suzana Nascimento Veiga
17 de mar. de 20239 min de leitura


UMA PERSPECTIVA FEMINISTA SOBRE O FILME "TUDO EM TODO LUGAR AO MESMO TEMPO"
Por Suzana Nascimento Veiga * “Vivemos e morremos como se fôssemos produzidas a partir de bestas, e não a partir dos homens; os homens são felizes e nós, mulheres, somos miseráveis; eles possuem todas as facilidades, descanso, prazer, riqueza, poder e fama, ao passo que as mulheres são incansáveis no trabalho, incessantes e com dores, melancólicas por falta de prazeres, desamparadas por falta de notoriedade” (Margareth Cavendish, Duquesa de Newcastle). A primeira vez que ass

Suzana Nascimento Veiga
9 de mar. de 20237 min de leitura


O FENÔMENO K-POP: UMA REFLEXÃO SOBRE O PODER DE MOBILIZAÇÃO DOS FANDOMS
Por Suzana Nascimento Veiga* Em 22 de dezembro de 2019, uma matéria veiculada pelo site Catraca Livre exibia em letras garrafais o...

Suzana Nascimento Veiga
23 de fev. de 20238 min de leitura


FROZEN NIETZSCHE: O CAMELO, O LEÃO E A CRIANÇA
Por Felipe Cazelli * Quando assisti pela primeira vez, com minha filha, ao desenho “Frozen”, da Disney, já tinha sacado que era uma daquelas obras que ofereciam vários níveis de leitura. E vi por aí alguns textos relacionando os acontecimentos da animação a Freud, Jung e inclusive a Nietzsche. Mas nenhum deles promoveu uma associação entre uma certa passagem de Assim falou Zaratustra** que, além de ser de extrema relevância à filosofia do pensador alemão, também se encaixa pe

Felipe Cazelli
4 de fev. de 20235 min de leitura


CUSPINDO O LEITE MAMADO: BREVES REFLEXÕES ACERCA DA ÚLTIMA POLÊMICA ENVOLVENDO A CANTORA ANITTA
Por Thiago de Souza (Thiagson) * "Várias mamada no beco, eu vou levar essa pra viela", cantou MC Levin no funk "Vai Pereca". A imagem de uma mulher fazendo sexo oral em um homem durante ou depois de um baile de favela é tão frequente em letras de funk quanto o adultério na literatura europeia. Se falar de uma "mamada no beco" não surpreende ouvintes de funk, ver Anitta encenando sexo oral em uma favela causou surpresa, mas revolta também. Falo aqui das imagens "vazadas", na

Thiago de Souza (Thiagson)
2 de fev. de 20235 min de leitura
bottom of page
