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MARX AINDA ASSOMBRA O CAPITALISMO: A ATUALIDADE DE UM PENSAMENTO QUE SE RECUSA A ENVELHECER
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Poucos livros atravessaram os séculos com a insolência intelectual de Karl Marx. Poucos autores conservaram tamanha capacidade de desconforto. A obra marxista permanece de pé, rejeitando o rótulo de uma utopia derrotada e se consolidando como espelho incômodo erguido diante da anatomia moral do capitalismo. Essa é a sua grandeza: enquanto tantos pensadores envelhecem como móveis antigos, Marx continua produzindo irritação, debate, negação apa

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.3 min de leitura


O ESCÂNDALO NÃO É O TRILIONÁRIO, É ACHARMOS ISSO NORMAL
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Vejo como profundamente obsceno viver num mundo onde uma única pessoa consegue acumular uma fortuna medida em trilhões enquanto centenas de milhões de seres humanos ainda dormem com fome. Não se trata de inveja, e sim de ética. Trata-se da incapacidade moral de aceitar que uma riqueza dessa dimensão possa coexistir com a miséria mais elementar. Ninguém produz sozinho uma fortuna trilionária. Não existe gênio, empresário ou visionário capaz de

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.2 min de leitura


QUANDO O SISTEMA FALHA: CRISE ECONÔMICA, REDES SOCIAIS E LEVANTES POPULARES
Por Williem da Silva Barreto Júnior * No que se refere aos movimentos sociais do século XXI, não é possível identificar um consenso, nos estudos sociológicos e jurídicos, quanto à sua linearidade temporal. Há, contudo, relativo acordo no sentido de que tais movimentos encontram suas matrizes originárias em três conjuntos de eventos distintos. O primeiro deles corresponde aos movimentos sociais ocorridos no mundo árabe, de forte conotação política, diretamente relacionados à t

Williem da Silva Barreto Júnior
19 de jan.4 min de leitura


ENCHENTES NO PAÍS: QUEM MORREU ONTEM COMEÇOU A MORRER MUITAS DÉCADAS ANTES
Por Alexandre Gossn * Os mortos pelas enchentes, inundações e deslizamentos pararam de respirar antes de ontem, mas começaram a morrer bem antes, assim como os que ainda irão morrer estão morrendo desde já. Por quê? O déficit habitacional que aflige nosso país não é uma deficiência técnica ou falha de planejamento por incapacidade dos governos. Como já ensinava o Prof. Vilaça da USP, a falta de moradia no Brasil é uma decisão deliberada, uma opção feita por quem detém o poder

Alexandre Gossn
20 de fev. de 20232 min de leitura


O ANARCOCAPITALISMO E O COMPLEXO DE ÉDIPO
Por Felipe Cazelli * Aparentemente, ainda faz um relativo sucesso, principalmente entre os mais jovens, essa ideologia identificada como “anarcocapitalismo”. O texto abaixo, eu o escrevi há algum tempo, na minha timeline do Facebook. De lá pra cá, o panorama parece ter se alterado muito pouco, e mais e mais vemos fotos da bandeira de Gadsden flamulando lado a lado com símbolos nazistas. A tal bandeira é aquela que traz uma cascavel enrolada, pronta para o bote, num fundo amar

Felipe Cazelli
4 de fev. de 20235 min de leitura


MERCOSUL E OS AFETOS: MOEDA COMUM NÃO É MOEDA EXCLUSIVA
Por Alexandre Gossn* A moeda comum é uma forma de integração parcial bem sutil e inicial. Ela não substitui a moeda nacional, não é obrigatória, não envolve necessariamente empréstimos de um país ao outro e muito menos a criação obrigatória de um banco central. Ninguém está falando em criar um equivalente da União Europeia na América do Sul em 10 dias ou 1 ano. A ideia é lançar o gérmen de uma integração maior, mais efetiva e que permita aos países acessar mercados dentro de

Alexandre Gossn
4 de fev. de 20232 min de leitura


A VIRALATICE LIBERAL, AS LOJAS AMERICANAS E A SUA (PROVÁVEL) FRAUDE
Por Alexandre Gossn * O caso envolvendo a (probabilíssima) FRAUDE nos balanços das Lojas Americanas evidenciam a viralatice liberal que nós brasileiros temos em papagaiar os norte-americanos em relação ao mercado; como se a corrupção nascesse DENTRO DO ESTADO e JAMAIS na INICIATIVA PRIVADA. Alguns pontos (FATOS) importantes: a) ninguém sabe até agora a dimensão do rombo, que seria entre 20 a 40 bilhões de reais. b) a cobertura da mídia tradicional é claramente pró-mercado, di

Alexandre Gossn
21 de jan. de 20233 min de leitura


COMO SERIAM AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NOS GOVERNOS LULA E BOLSONARO EM 2023-2027?
Por Alexandre Gossn * Saudações, caríssimos e caríssimas. A grande pergunta por trás deste pequeno texto é: como seriam os governos Lula e Bolsonaro para 2023-2027 em relação às Relações Internacionais? Ambos os postulantes à Presidência da República do Brasil (Lula e Bolsonaro) se diferenciam bastante na forma de projetar a imagem brasileira mundo afora, mas, em alguns pontos, existem semelhanças. Vamos ponderar/projetar a partir de tópicos. Acompanhem... GUERRA RUSSO-UCRANI

Alexandre Gossn
11 de out. de 20223 min de leitura


O QUE PUTIN REALMENTE QUER COM A INVASÃO DA UCRÂNIA?
Por Alexandre Gossn * Amigos e leitores: limitados pelas informações que temos, premidos pela desinformação que ambos os contendores produzem em uma guerra – e preso nos meus limites epistemológicos, nos meus vieses e preconceitos –, tentarei esboçar as razões que realmente motivam a invasão russa. Óbvio que o texto não está “passando pano” ou justificando as atrocidades de Putin, mas apenas tentando entender os motivos subjacentes, aqueles não ditos. Claro que posso estar p

Alexandre Gossn
26 de fev. de 20223 min de leitura


AS DÉCADAS PERDIDAS DO BRASIL PÓS-1950: ENTRE A ECONOMIA E O FUTEBOL
Por Yury Tupynambá * Na Economia e no Futebol, desde os anos dourados do juscelinismo (década de 50), o Brasil viveu duas décadas perdidas, a de 1980 e a de 2010. Nos anos 1950, a taxa anual média de crescimento econômico do Brasil foi por volta de 7,4% e, pela primeira vez, vencemos a Copa do Mundo de Futebol da FIFA, sediada em 1958 na Suécia, com destaque para nossos craques Pelé, Garrincha, Zagallo, Didi e Vavá. Insta constar, por imperativo, que em 1950 tínhamos sediado

Yury Tupynambá
22 de ago. de 20184 min de leitura
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