top of page
Buscar


A ODISSEIA: NÃO É ANACRONISMO, É RACISMO — E A FIDELIDADE CEGA É SÓ FALTA DE IMAGINAÇÃO
Por Adriano Gomes* O novo filme A Odisseia, de Christopher Nolan, ainda está rendendo. Rendendo muitos comentários de youtubers, rendendo muitos comentários de especialistas, rendendo muita discussão acalorada nas redes e, por isso, novamente venho aqui falar da Odisseia. Recentemente participei de um podcast sobre o tema. Recentemente fiz um texto e postei analisando o filme. Também recentemente fiz um texto inspirado na Odisseia sobre as sereias — e ainda está rendendo, e

Adriano Gomes
30 de jul.6 min de leitura


HAMNET E O SILÊNCIO DE CHLOÉ ZHAO: QUANDO O MITO DE SHAKESPEARE POUSA NO CHÃO
Por Alexandre Gossn* Escrevo este ensaio a partir de uma posição de cautela e escuta. Como homem e pesquisador, ao me debruçar sobre uma obra como Hamnet, entendo que meu papel não é o de validar a experiência feminina ali exposta, mas o de testemunhar a força de uma narrativa que nasce, floresce e se sustenta sob o olhar e a escrita de mulheres. Feita esta importante ressalva. Vamos ao filme... O filme é um ecossistema de sensibilidade feminina: parte do romance visceral de

Alexandre Gossn
13 de jul.3 min de leitura


AS TARTARUGAS NINJAS E A REPRESONTOLOGIA
Por Ricardo Cortez Lopes* A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados por meio da Represontologia, a ciência das representações. O objetivo é demonstrar aplicações de seus conceitos e também sugerir possíveis temas de pesquisa (quem sabe para publicar na Revista Colirium). Falaremos hoje das Tartarugas Ninjas. Criada em 1984 por Kevin Eastman e Peter Laird como uma paródia publicada em quadrinhos independentes, a franquia "As Tartarugas Ninja

Ricardo Cortez Lopes
12 de jul.3 min de leitura


CLUBE DA LUTA E A REPRESONTOLOGIA
Por Ricardo Cortez Lopes* A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados por meio da Represontologia, a ciência das representações. Apresentamos obras e ocasiões em que a representação ultrapassa um referente. Os objetivos dessa série são mostrar aplicações dos conceitos e também sugerir temas de pesquisa (quem sabe para publicar na Revista Colirium). Hoje, falaremos do filme "Clube da Luta", baseado no livro de Chuck Palahniuk. Fight Club acomp

Ricardo Cortez Lopes
20 de jun.2 min de leitura


THE BOYS E A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO: QUANDO OS HERÓIS VIRAM PRODUTOS E CIDADÃOS VIRAM PLATEIA
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Acabo de assistir à primeira temporada de The Boys (sim, sei que tô bem atrasado), e fiquei com aquela sensação rara que algumas obras provocam: a de que estamos diante de uma sátira tão exagerada que, paradoxalmente, se torna mais verdadeira do que a própria realidade. À primeira vista, trata-se apenas de uma desconstrução violenta do mito dos super-heróis. Mas bastam alguns episódios para perceber que os heróis são apenas o pretexto. O verd

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.3 min de leitura


AVATAR E A REPRESONTOLOGIA
Por Ricardo Cortez Lopes* A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados por meio da Represontologia, a ciência das representações. Apresentamos obras e ocasiões em que a representação ultrapassa um referente. Os objetivos dessa série são mostrar aplicações dos conceitos e também sugerir temas de pesquisa (quem sabe para publicação na Revista Colirium). Hoje, falaremos da animação Avatar: The Last Airbender. Avatar: The Last Airbender é uma anim

Ricardo Cortez Lopes
20 de jun.2 min de leitura


"O AGENTE SECRETO": A CULTURA NÃO É ORNAMENTO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * A vitória de "O Agente Secreto" no Globo de Ouro não é apenas um troféu reluzente a ocupar uma estante. É um gesto simbólico de alta densidade histórica, cultural e política. Num país acostumado a tratar a cultura como ornamento supérfluo (algo entre o entretenimento descartável e a “mamata” imaginária), o reconhecimento internacional de uma obra brasileira reafirma uma verdade antiga e incômoda: cultura é infraestrutura do espírito coletivo

Georgino Jorge de Souza Neto
12 de jan.2 min de leitura


"O AGENTE SECRETO" E A VITÓRIA DA DEMOCRACIA E DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Por Daniel Camurça Correia * O Agente Secreto (2025) é um filme brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por suas leituras críticas da história e da sociedade brasileira. A obra é protagonizada por Wagner Moura, que interpreta um personagem envolvido em atividades de espionagem e vigilância política. O enredo se passa durante o período da ditadura militar brasileira, em Pernambuco, em contexto marcado pela repressão, censura e perseguição a opositor

Daniel Camurça Correia
12 de jan.3 min de leitura


O MÁSKARA E A REPRESENTATIVIDADE
Por Ricardo Cortez Lopes * A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados pela Represontologia — a ciência das representações. O objetivo é demonstrar aplicações dos conceitos e, ao mesmo tempo, sugerir caminhos para pesquisas futuras (quem sabe para publicar na Revista Colirium ) a quem deseja aprofundar-se no campo. O personagem escolhido para este post é o Máskara . Sua trajetória começou nos quadrinhos da Dark Horse , na década de 1980, em

Ricardo Cortez Lopes
17 de ago. de 20252 min de leitura


UMA REFLEXÃO SOBRE CRIMES DE GUERRA E MEMÓRIA COLETIVA A PARTIR DO KDRAMA "A CRIATURA DE GYEONGSEONG"
ALERTA DE CONTEÚDO SENSÍVEL (O TEXTO TRATA SOBRE DIVERSAS FORMAS DE CRIMES DE GUERRA)!!! Por Suzana Nascimento Veiga * Nos últimos cinco anos, a Coreia do Sul tem sido meu alvo de pesquisas. Entre as linhas que busco conectar, sem dúvida, estão a da História e do Audiovisual. O cinema e a TV sempre fizeram parte do meu interesse tanto como hobby , quanto como espaço de debate e discussões sobre as questões sociais e políticas, seja no Brasil ou em outras partes do mundo. No f

Suzana Nascimento Veiga
8 de jan. de 20246 min de leitura


HOMENS NEGROS TAMBÉM SE DESPEDAÇAM: O QUE A NARRATIVA DE "CREED 3" NOS ENSINA?
Por Elbert Agostinho * Há algum tempo não exercitamos nossa análise fílmica... Então, de repente, Creed 3 nos atravessa... Alguns dirão: o que eu poderia aprender com um filme de boxe? Toda narrativa nos ensina algo. Nas palavras de Anansi: "Os fios estão todos lá, mas você quer enxergar?" Começamos com a seguinte premissa: Adonis Creed não gosta de falar do passado. Adonis Creed não quer falar sobre o passado. Adonis Creed não consegue falar sobre o passado. Então seu passa

Elbert de Oliveira Agostinho
16 de jun. de 20232 min de leitura


O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NO FILME "O DESTINO DE HAFFMANN"
Um filme de profundas implicações morais individuais e coletivas. Por Alexandre Gossn * AVISO: esta newsletter trará spoilers, portanto, tens duas opções: i) podes lê-la para assistir ao filme tendo melhor aproveitamento da análise sociocultural (mas perdendo parte da experiência cinematográfica que advém da surpresa) ou salve o texto, assista ao filme e volte para lê-lo e assim ruminar comigo a obra. Imagem 01: Capa do Filme Feito este aviso, sigamos! Nesta película frances

Alexandre Gossn
2 de jun. de 20235 min de leitura


A AÇÃO HUMANA EM BETTER CALL SAUL E BREAKING BAD
Por Ricardo Cortez Lopes * Breaking Bad (BB) é uma série consagrada já faz muitos anos, e não é sem motivo, já que ela traduz muitas questões humanas para a dramaturgia, constituindo-se na mais legítima manifestação de arte. Better Call Saul (BCS), um spin of (mas que poderia ser considerado uma prequela), acabou de terminar, mas é igualmente impactante e viciante. Mas por que ambos viciam tanto? Vamos ver que eles funcionam como uma espécie de catarse pela característica q

Ricardo Cortez Lopes
23 de mar. de 20235 min de leitura


O NÃO-DITO E A PROPAGANDA PUNITIVISTA DO ESTADO NO SERIADO “A LIÇÃO”
Por Suzana Nascimento Veiga * “Mal parece existir, exceto para o homem que sofre com ela – em sua alma por meses e anos, em seu corpo durante a hora desesperada e violenta quando ele é cortado em dois sem que sua vida seja suprimida. Vamos chamá-la pelo nome que, pela falta de qualquer outra dignidade, vai ao menos dar a dignidade da verdade, e vamos reconhecê-la pelo que é, em essência: uma vingança” (Albert Camus, Reflexões sobre a guilhotina ). O que realmente sabemos so

Suzana Nascimento Veiga
17 de mar. de 20239 min de leitura


A TRISTEZA DAS TRÊS PONTAS DO TRIÂNGULO
Por Thais Klein * ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS! Faz um tempo que gostaria de escrever sobre o filme "Triângulo da Tristeza", de Ruben Östlund – com três indicações para o Oscar de 2023. Finalmente entendo que uma das razões para tamanho impasse consiste justamente no triângulo. Não há saída possível. A crítica se torna um enlatado; a ilha perdida no oceano, uma praia particular de um resort. O filme, dividido em três partes, justapõe-se em uma forma geométrica e nos deixa no cen

Thais Klein
16 de mar. de 20234 min de leitura


UMA PERSPECTIVA FEMINISTA SOBRE O FILME "TUDO EM TODO LUGAR AO MESMO TEMPO"
Por Suzana Nascimento Veiga * “Vivemos e morremos como se fôssemos produzidas a partir de bestas, e não a partir dos homens; os homens são felizes e nós, mulheres, somos miseráveis; eles possuem todas as facilidades, descanso, prazer, riqueza, poder e fama, ao passo que as mulheres são incansáveis no trabalho, incessantes e com dores, melancólicas por falta de prazeres, desamparadas por falta de notoriedade” (Margareth Cavendish, Duquesa de Newcastle). A primeira vez que ass

Suzana Nascimento Veiga
9 de mar. de 20237 min de leitura


DOIS ESTRANHOS: A PELE
Por Alexandre Gossn* A História dos EUA está passando por profunda revisão acadêmica na medida em que mais e mais acadêmicos negros, latinos e brancos de longe dos ecossistemas dominantes apresentam suas pesquisas. Hoje, sabemos que a independência (1776) jamais tornou os norte-americanos livres, salvo se você fosse branco, homem e rico. Sabemos que a Constituição dos EUA (1787) fora engendrada não para tornar todos os seres humanos livres, mas apenas para impedir que brancos

Alexandre Gossn
13 de fev. de 20232 min de leitura


FROZEN NIETZSCHE: O CAMELO, O LEÃO E A CRIANÇA
Por Felipe Cazelli * Quando assisti pela primeira vez, com minha filha, ao desenho “Frozen”, da Disney, já tinha sacado que era uma daquelas obras que ofereciam vários níveis de leitura. E vi por aí alguns textos relacionando os acontecimentos da animação a Freud, Jung e inclusive a Nietzsche. Mas nenhum deles promoveu uma associação entre uma certa passagem de Assim falou Zaratustra** que, além de ser de extrema relevância à filosofia do pensador alemão, também se encaixa pe

Felipe Cazelli
4 de fev. de 20235 min de leitura
bottom of page
.png)