NOTA BAIXA, RISCO ALTO: A URGÊNCIA DE FECHAR CURSOS DE MEDICINA MAL AVALIADOS
- Gustavo Bertoche

- 25 de jan.
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Por Gustavo Bertoche*
Sobre a recente divulgação da avaliação do MEC sobre as faculdades de Medicina no país: concordo com a posição do CFM. Por mim, os cursos de nota 1 e 2 deveriam ser sumariamente fechados, e os cursos de nota 3 deveriam ser acompanhados de perto. E é absolutamente essencial o estabelecimento de uma prova nacional difícil, nos moldes da prova da OAB, para a obtenção do registro de médico.
A qualidade dos médicos (e também dos enfermeiros) formados nessas instituições é tenebrosa.
Por dez anos eu fui professor na UNIG, em Nova Iguaçu (que recebeu nota 2 na avaliação do MEC). De fato, após conhecer o nível intelectual e moral dos médicos e enfermeiros que formar-se-iam naquela instituição, passei a evitar postos de saúde e hospitais: só levo os meus ao pronto-socorro em caso de risco de morte.
Mesmo assim, em nossa família já sofremos erros e abusos médicos — quase sempre pela ação (ou inação) de profissionais jovens, aqueles que costumam postar no instagram fotos sorridentes de jaleco branco e estetoscópio pendurado nos ombros.
A medicina é uma profissão muito especial, porque lida com quem está absolutamente fragilizado; é necessário haver uma seleção intelectual e uma formação técnica e ética muito rigorosa para os jovens vocacionados ao cuidado do outro.
E esse caminho precisa ser interditado a quem é tão desprovido de qualidades, que só lhe resta dinheiro.
* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Filosofia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).



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