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O SOFRIMENTO CIVIL COMO FRONTEIRA ÉTICA: REFLEXÕES SOBRE GUERRA E HUMANISMO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Diante das notícias de um ataque militar promovido por Estados Unidos e Israel contra o Irã , o que primeiro se impõe não é o cálculo geopolítico, mas a consciência moral. Toda ação bélica que amplia o sofrimento civil, que tensiona ainda mais um Oriente Médio historicamente dilacerado e que reitera a lógica da força como linguagem diplomática, deve ser objeto de crítica rigorosa e de luto solidário. Não se trata de ignorar a complexidade

Georgino Jorge de Souza Neto
1 de mar.2 min de leitura


QUANDO A HISTÓRIA RETORNA COMO ADVERTÊNCIA
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Comparar Donald Trump a Adolf Hitler não significa dizer que são a mesma coisa, nem que o trumpismo é o nazismo. Significa reconhecer que certas engrenagens do autoritarismo reaparecem na história com novas roupas, novos inimigos e novas tecnologias. O nazismo não surgiu do nada. Ele se alimentou de ressentimento social, medo, humilhação nacional e da promessa de restauração de uma grandeza perdida. O trumpismo opera em chave semelhante: Mak

Georgino Jorge de Souza Neto
25 de jan.2 min de leitura


A NEUROSE DA RAZÃO E A NECROSE DA DEMOCRACIA: O ESPETÁCULO DE TRUMP É PURO STORYTELLING?
Reflexões sobre o sequestro de Maduro por Trump e a opinião pública. Por Alexandre Gossn * Será que estamos realmente vivendo o crepúsculo da ordem democrática ou somos apenas uma geração egocêntrica, viciada em dopamina de baixa qualidade, que precisa acreditar que todo dia é “histórico” para suportar o tédio da existência? A dúvida é legítima, mas a resposta, infelizmente, parece pender para o abismo. O que assistimos no dia 03 de janeiro, na tensão fabricada por Washington

Alexandre Gossn
7 de jan.7 min de leitura


"EM NOME DO BRASIL, OFERECE-SE O BRASIL": EXEGESE DE UMA PROPOSTA COLONIAL
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Existem declarações que dispensam réplica e pedem exegese. A recente sugestão do deputado Nikolas Ferreira, convocando, com a serenidade de quem pede um café numa birosca de esquina, a invasão americana do Brasil com direito ao sequestro do presidente Lula, não é apenas um desvario retórico, senão um pequeno tratado de anti-soberania, desses que fariam corar até os manuais mais cínicos da Guerra Fria. A ideia é engenhosa em sua simplicidade

Georgino Jorge de Souza Neto
5 de jan.2 min de leitura


GEOPOLÍTICA SEM DISFARCES: OS EUA COMO "PLAYER" EXPLÍCITO DE PODER
Por Gustavo Bertoche * Em seu famoso discurso de 14 de fevereiro de 2025, J.D. Vance explicou com clareza extrema a visão de mundo que orienta o governo Trump: os EUA abandonam a posição de "polícia do mundo", e consequentemente despem a fantasia de neutralidade; a partir de agora, comportam-se como "player" no jogo geopolítico, de modo explícito e sem subterfúgios, visando somente aos seus próprios interesses nacionais, por meio da diplomacia e das armas. Assim, todos os com

Gustavo Bertoche
5 de jan.2 min de leitura


IMPERIALISMO BRUTO, PURO E SIMPLES
Por Gustavo Bertoche * O plano dos EUA é simplesmente invadir e "comandar a Venezuela por enquanto" ( "we're going to run the country for now" ), com o propósito simples de tomar-lhes pela força o petróleo (afinal, de acordo com o vice-presidente J.D. Vance, o petróleo da Venezuela pertence aos EUA, e teria sido roubado pelos venezuelanos quando toda a sua produção foi estatizada). Em outras palavras: eles não sequestraram Maduro para "interromper o consumo de cocaína nos EUA

Gustavo Bertoche
4 de jan.2 min de leitura


SOBRE A INVASÃO DOS EUA À VENEZUELA: ENTRE O APLAUSO AO XERIFE E O MEDO DE SER O PRÓXIMO SUSPEITO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Há algo de profundamente didático — quase pedagógico — no modo como os Estados Unidos exercitam sua noção de justiça internacional: primeiro apontam o revólver, depois escrevem a acusação, e por fim explicam ao mundo que se trata de um gesto civilizatório. A invasão da Venezuela, com direito à prisão e sequestro do presidente em exercício, sob o argumento tão elástico quanto conveniente de narcoterrorismo, é apenas mais um capítulo dessa lit

Georgino Jorge de Souza Neto
3 de jan.3 min de leitura


DEMOCRACIA EM RISCO? O MEDO QUE EUA (06 DE JANEIRO) E BRASIL (08 DE JANEIRO) INSPIRAM
Por Alexandre Gossn* É fecundo e interessante (e um pouco mórbido, confesso) acompanhar o debate que tem sido travado nos meios acadêmicos e na própria imprensa da Europa Ocidental sobre O QUE PODE SER FEITO PARA SE EVITAR passar pelo que EUA e BRASIL passaram. A primeira e óbvia conclusão é a alardeada pelo pesquisador neerlandês Cas Mudde, já em 2005: assistimos a ascensão do extremismo como manifestação política, mas a EXTREMA DIREITA (e sua irmã, a DIREITA RADICAL) tem a

Alexandre Gossn
14 de fev. de 20234 min de leitura


DOIS ESTRANHOS: A PELE
Por Alexandre Gossn* A História dos EUA está passando por profunda revisão acadêmica na medida em que mais e mais acadêmicos negros, latinos e brancos de longe dos ecossistemas dominantes apresentam suas pesquisas. Hoje, sabemos que a independência (1776) jamais tornou os norte-americanos livres, salvo se você fosse branco, homem e rico. Sabemos que a Constituição dos EUA (1787) fora engendrada não para tornar todos os seres humanos livres, mas apenas para impedir que brancos

Alexandre Gossn
13 de fev. de 20232 min de leitura


LULA E O MALABARISMO ENTRE OS EUA E A CHINA
Por Alexandre Gossn* O atual presidente do Brasil está prensado entre dois gigantes no conflito Washington x Pequim, tendo que lidar com o desafio de se manter equidistante dos dois países que têm maior peso econômico e político em suas relações com o Brasil. Em outras palavras, o grande desafio de Lula na visita aos EUA será equilibrar a aliança com Washington sem melindrar Pequim; e, ao mesmo tempo, manter o terreno seguro para deixar a Casa Branca e pousar na China semanas

Alexandre Gossn
10 de fev. de 20232 min de leitura


O QUE PUTIN REALMENTE QUER COM A INVASÃO DA UCRÂNIA?
Por Alexandre Gossn * Amigos e leitores: limitados pelas informações que temos, premidos pela desinformação que ambos os contendores produzem em uma guerra – e preso nos meus limites epistemológicos, nos meus vieses e preconceitos –, tentarei esboçar as razões que realmente motivam a invasão russa. Óbvio que o texto não está “passando pano” ou justificando as atrocidades de Putin, mas apenas tentando entender os motivos subjacentes, aqueles não ditos. Claro que posso estar p

Alexandre Gossn
26 de fev. de 20223 min de leitura
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