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O DIA NACIONAL DOS QUADRINHOS (30 DE JANEIRO): ENTRE TRAÇOS, POLÍTICA E REGIONALIDADES
Por Daniel Camurça Correia * e Ikaro Grangeiro Ferreira ** O Dia Nacional dos Quadrinhos , celebrado em 30 de janeiro , constitui-se como um marco simbólico de reconhecimento da relevância histórica, cultural e pedagógica da linguagem dos quadrinhos no Brasil. A escolha da data remete à publicação, em 30 de janeiro de 1869, da primeira história em quadrinhos brasileira considerada propriamente dita: "As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte", de Angelo A

Ikaro Grangeiro Ferreira
há 5 dias6 min de leitura


QUANDO A HISTÓRIA RETORNA COMO ADVERTÊNCIA
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Comparar Donald Trump a Adolf Hitler não significa dizer que são a mesma coisa, nem que o trumpismo é o nazismo. Significa reconhecer que certas engrenagens do autoritarismo reaparecem na história com novas roupas, novos inimigos e novas tecnologias. O nazismo não surgiu do nada. Ele se alimentou de ressentimento social, medo, humilhação nacional e da promessa de restauração de uma grandeza perdida. O trumpismo opera em chave semelhante: Mak

Georgino Jorge de Souza Neto
25 de jan.2 min de leitura


NÃO HÁ PROGRESSO NAS QUESTÕES HUMANAS
Por Gustavo Bertoche * Não há progresso nas questões centrais do mundo humano. Elas permanecem as mesmas há pelo menos vinte e cinco séculos. * * * É claro que existe progresso tecno-científico. Os meios de produção, de comunicação, de transporte progridem geração após geração. Mas as perguntas de raiz não mudam — as perguntas sobre o cosmos, sobre a comunidade dos homens, sobre os seres humanos; elas permanecem as mesmas porque nós ainda somos os mesmos. Façamos um experimen

Gustavo Bertoche
25 de jan.7 min de leitura


AIMÉ CÉSAIRE E O NAZISMO COLONIAL: O ESPELHO QUE A EUROPA QUEBROU
Por Williem da Silva Barreto Júnior * A compreensão da obra Discurso sobre o colonialismo, de Aimé Césaire, exige uma imersão nos complexos conceitos de modernidade, colonialismo e nas correntes do pensamento pós-colonial e decolonial, das quais o autor martinicano é um precursor fundamental. Capa do Livro "Discurso sobre o Colonialismo" (2024), de Aimé Césaire. O texto inicia seu percurso teórico adotando a perspectiva do filósofo Enrique Dussel, que situa o nascimento da m

Williem da Silva Barreto Júnior
15 de jan.3 min de leitura


"O AGENTE SECRETO": A CULTURA NÃO É ORNAMENTO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * A vitória de "O Agente Secreto" no Globo de Ouro não é apenas um troféu reluzente a ocupar uma estante. É um gesto simbólico de alta densidade histórica, cultural e política. Num país acostumado a tratar a cultura como ornamento supérfluo (algo entre o entretenimento descartável e a “mamata” imaginária), o reconhecimento internacional de uma obra brasileira reafirma uma verdade antiga e incômoda: cultura é infraestrutura do espírito coletivo

Georgino Jorge de Souza Neto
12 de jan.2 min de leitura


"O AGENTE SECRETO" E A VITÓRIA DA DEMOCRACIA E DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Por Daniel Camurça Correia * O Agente Secreto (2025) é um filme brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por suas leituras críticas da história e da sociedade brasileira. A obra é protagonizada por Wagner Moura, que interpreta um personagem envolvido em atividades de espionagem e vigilância política. O enredo se passa durante o período da ditadura militar brasileira, em Pernambuco, em contexto marcado pela repressão, censura e perseguição a opositor

Daniel Camurça Correia
12 de jan.3 min de leitura


A POBREZA DE EXPERIÊNCIA NO BOLSONARISMO
Por Audi Roberto Rodrigues * Para Walter Benjamin, o que marca a complexa sociedade moderna é uma ambiguidade entre os processos civilizatórios que permeiam nossa realidade. Para tanto, o que ele chama de pobreza da experiência na sociedade moderna é justamente a incapacidade dos indivíduos de narrar suas próprias histórias e singularidades. Nessa ótica, há em relação a esse fenômeno de extrema direita, ao nosso ver, umas certas similaridades dos processos psíquicos dos que B
Audi Roberto Rodrigues
17 de dez. de 20233 min de leitura


ESCREVENDO A HISTÓRIA: POR QUE NÃO DE MANEIRA ESTÉTICA, ARTÍSTICA E POÉTICA?
Por Audi Roberto Rodrigues * “De que maneira a Historia deve ser escrita?” É um tema muito recorrente e caro a nós Historiadores. Há quem diga que não se pode fazer uma História que emocione, que fale sobre sentimentos, paixões e afetos. Para muitos a escrita deve ser norteada por uma estrutura dada, que fale somente de datas, conjecturas e processos – e que não caberia ao nosso saber emocionar as pessoas. Penso diferente : a capacidade que a História tem de influenciar soci
Audi Roberto Rodrigues
3 de set. de 20234 min de leitura


ROBESPIERRE OU HARVEY DENT? QUEM É DELTAN DALLAGNOL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO?
Por Alexandre Gossn * O ex-representante do Ministério Público Federal, o procurador da República Deltan Dallagnol, fora cassado no dia 16 de maio por acórdão do TSE em decisão unânime. Deltan fora eleito deputado federal na esteira do discurso anticorrupção após colecionar uma miríade de polêmicas enquanto procurador da operação Lava Jato. Ocorre que a palavra polêmica é sem dúvida um eufemismo: Dallagnol fora acusado de inúmeros abusos contra réus, investigados, condenados

Alexandre Gossn
2 de jun. de 20235 min de leitura


O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NO FILME "O DESTINO DE HAFFMANN"
Um filme de profundas implicações morais individuais e coletivas. Por Alexandre Gossn * AVISO: esta newsletter trará spoilers, portanto, tens duas opções: i) podes lê-la para assistir ao filme tendo melhor aproveitamento da análise sociocultural (mas perdendo parte da experiência cinematográfica que advém da surpresa) ou salve o texto, assista ao filme e volte para lê-lo e assim ruminar comigo a obra. Imagem 01: Capa do Filme Feito este aviso, sigamos! Nesta película frances

Alexandre Gossn
2 de jun. de 20235 min de leitura


O ANARCOCAPITALISMO E O COMPLEXO DE ÉDIPO
Por Felipe Cazelli * Aparentemente, ainda faz um relativo sucesso, principalmente entre os mais jovens, essa ideologia identificada como “anarcocapitalismo”. O texto abaixo, eu o escrevi há algum tempo, na minha timeline do Facebook. De lá pra cá, o panorama parece ter se alterado muito pouco, e mais e mais vemos fotos da bandeira de Gadsden flamulando lado a lado com símbolos nazistas. A tal bandeira é aquela que traz uma cascavel enrolada, pronta para o bote, num fundo amar

Felipe Cazelli
4 de fev. de 20235 min de leitura
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