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DA FILOSOFIA PLATÔNICA AO NEOFASCISMO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE ÓDIO, XENOFOBIA E JUVENTUDE
Por Daniel Camurça Correia* A filosofia de Platão, desenvolvida na Grécia Antiga entre os séculos V e IV a.C., exerceu profunda influência sobre a formação do pensamento ocidental. Discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, Platão fundou a Academia de Atenas e dedicou sua vida à investigação da justiça, da política, da ética e da educação. Em suas obras, defendia que a construção de uma sociedade equilibrada dependia do cultivo da razão, do conhecimento e da formação mora

Daniel Camurça Correia
6 de ago.3 min de leitura


PARA ALÉM DOS RÓTULOS POLÍTICOS: NEM DE DIREITA, NEM DE ESQUERDA, MAS CRÍTICO
Por Gustavo Bertoche* Alguém me pergunta qual é, afinal, a minha posição política. A minha resposta não é simples. Não posso me declarar, sem reservas, simplesmente "de esquerda", nem "de direita". Afinal, essas palavras não esclarecem nada: elas não são conceitos, mas centros de afeto — e significam coisas muito diferentes, a depender de quem as usa. Se for necessário classificar a minha situação política em poucas palavras, a minha resposta será: pertenço ao campo crítico —

Gustavo Bertoche
28 de jul.4 min de leitura


A GUERRA DA UCRÂNIA SOB AS SOMBRAS DE SPIDER-NOIR
Por Adriano Gomes* Se tem uma coisa que a gente aprendeu com histórias de super-heróis, é que tudo costuma ser muito prático e organizado: o mocinho usa a roupa colorida, o vilão tem risada malvada, eles brigam, o bem vence, a banda toca e todo mundo vai para casa feliz, como se nada tivesse acontecido. Parece até uma partida de futebol, onde basta saber de que lado é a torcida para já saber quem é o cara certo e quem é o errado. Mas daí aparece o Spider-Noir, e muda tudo de

Adriano Gomes
28 de jul.6 min de leitura


O CANTO DAS SEREIAS: ENTRE O MITO, A HISTÓRIA E A CIÊNCIA
Por Adriano Gomes* Há uma expressão popular que diz: “caiu na rede é peixe”, mas nem sempre, no universo fascinante da nossa imaginação, aquilo que capturamos é realmente o que parece — e poucas figuras ilustram isso tão bem quanto a sereia. Desde as épicas navegações de Odisseu, há quase 2800 anos, até os vídeos que surgem diariamente na internet, esse ser metade mulher e metade peixe habita a fronteira entre o mito e a realidade, despertando em nós uma curiosidade que mistu

Adriano Gomes
28 de jul.3 min de leitura


A QUADRA COMO ESPELHO DA SOCIEDADE: QUANDO A DERROTA PRECISA ENCONTRAR UM CULPADO
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Tenho acompanhado nos últimos dias, e com bastante preocupação, uma série de postagens nas redes sociais que procuram estabelecer uma relação entre o desempenho da seleção brasileira masculina de vôlei na Liga das Nações e a orientação sexual de alguns de seus atletas. Como professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), onde leciono, entre outras, a disciplina Sociologia do Esporte, esses episódios imediatamente chamaram min

Georgino Jorge de Souza Neto
28 de jul.7 min de leitura


O APRENDIZADO E A ARTE DE QUERER SABER: POR QUE A FORÇA NÃO ENSINA NINGUÉM
Por Adriano Gomes* Diz uma verdade antiga, gravada na nossa mente como uma regra universal: “somente é possível aprender o que desejamos”. E não é que isso é mais real do que qualquer lei da física? Ninguém — repito, ninguém — aprende algo que não queira, que não veja graça, razão, utilidade ou, vamos combinar, um pouco de emoção na história. Desejamos só o que nos parece bom, divertido, prazeroso ou que nos dê alguma vantagem. Resumindo: só damos espaço no cérebro para o qu

Adriano Gomes
28 de jul.5 min de leitura


CIÊNCIA E RELIGIÃO: LINGUAGENS DIFERENTES PARA UMA MESMA REALIDADE
Por Adriano Gomes* Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que ciência e religião seriam inimigas naturais, como se uma precisasse negar a outra para existir. Entretanto, uma observação mais cuidadosa revela que ambas procuram compreender a mesma realidade, ainda que por caminhos distintos. A ciência investiga como o universo funciona, buscando entender as leis que regem a natureza, a matéria, o tempo e a vida. A fé, por sua vez, procura refletir sobre o sentido da existê

Adriano Gomes
28 de jul.4 min de leitura


OBESIDADE INTELECTUAL: A FORMAÇÃO DA IDIOCRACIA DIGITAL
Por Gustavo Bertoche* Estamos às portas de uma inédita crise de obesidade intelectual. Até a década de 1960, a maioria da população mundial era magra e relativamente saudável. Pudera: todo mundo precisava caminhar por algumas horas todos os dias. Desde então, com a universalização dos meios de transporte motorizados, individuais e coletivos, temos visto o engordamento progressivo dos corpos e o aumento drástico de várias doenças nas sociedades industrializadas. Um processo de

Gustavo Bertoche
12 de jul.1 min de leitura


ENTRE O GOL E O DECRETO: A POLÍTICA ENQUANTO A TORCIDA GRITA
Por Gustavo Bertoche* Os romanos já haviam compreendido: o pão e o circo docilizam a população, direcionando as suas energias agressivas para objetos imaginários — a torcida por um time, as discussões sobre táticas de jogo, as discordâncias quanto aos melhores jogadores. Enquanto os media tradicionais (os jornais, a televisão, o rádio) e os novos media (nas redes sociais) tratam do circo, as autoridades políticas agem sem nenhuma vigilância: para atender aos interesses de seu

Gustavo Bertoche
9 de jul.2 min de leitura


A ESCOLA, A ALMA E A INVERSÃO NECESSÁRIA
Por Gustavo Bertoche* Sócrates descobriu que o homem é psiquê: é a sua consciência, é a sua personalidade intelectual e moral. Por isso, o núcleo da filosofia socrática é pedagógico: é necessário sobretudo conhecer-se — isto é: conhecer o homem, em sua universalidade e em sua singularidade — antes do início da realização de qualquer projeto de vida. Sob a perspectiva socrática, o erro da nossa pedagogia consiste no fato de que ela ensina ao homem as coisas humanas, mas não sa

Gustavo Bertoche
9 de jul.2 min de leitura


DA CULTURA AO RELÓGIO: A RUPTURA LUHMANNIANA COM PARSONS
Por Williem da Silva Barreto Júnior * O problema da ordem social atravessa a história do pensamento ocidental como uma pergunta insistente: como é possível que indivíduos contingentes estabeleçam vínculos estáveis? Reformulada por Parsons sob o conceito de dupla contingência e radicalizada por Luhmann na teoria dos sistemas, essa questão desloca o foco dos fundamentos normativos para os mecanismos operativos da comunicação. O presente texto examina essa trajetória conceitual,

Williem da Silva Barreto Júnior
28 de fev.5 min de leitura
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