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A LÓGICA DO CURRAL NO BRASIL RACIALIZADO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Estou envolvido em uma pesquisa que exige, como método, trabalho de campo com observação. Sem dar muito spoiler , do muito que tenho observado para a produção dos meus relatos, a questão racial me chama especial atenção. É na rua, na observação sistemática, que o que costumo ler salta para fora das elucubrações teóricas e ganha vida (e pele). Nunca escondi a minha admiração pelo intelectual camaronês, Achille Mbembe. Uma das suas obras que m

Georgino Jorge de Souza Neto
19 de jan.2 min de leitura


A SOCIEDADE DO CANSAÇO E O ESGOTAMENTO DO SUJEITO CONTEMPORÂNEO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Admito, ando muito cansado. E parece que todas as pessoas à minha volta andam muito cansadas também. Não se trata de um cansaço muscular, esse ao menos respeita o repouso e o Dorflex, mas de um cansaço ontológico, desses que não se resolvem com férias porque viajar também virou tarefa. É um cansaço que não dorme quando a gente dorme, porque ele vem justamente do excesso de vigília. Vivemos a era em que ninguém mais manda em ninguém, e ainda

Georgino Jorge de Souza Neto
19 de jan.2 min de leitura


VIDA LONGA AO CONTROLE REMOTO: O "BBB" COMO MEIO DE ENTENDER O SER HUMANO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * O Big Brother Brasil é esse curioso experimento sociológico que prova, ano após ano, que o confinamento não é apenas físico, mas sobretudo simbólico. Pessoas trancadas numa casa, vigiadas por câmeras, competindo por atenção, afeto e prêmios, enquanto milhões do lado de fora discutem com fervor quem lava a louça com mais virtude revolucionária ou quem traiu a amizade no intervalo comercial. Confesso: não assisto. Não por heroísmo intelectual,

Georgino Jorge de Souza Neto
15 de jan.2 min de leitura


O MACHISMO COMO DISPOSITIVO BIOCULTURAL E A URGÊNCIA DA REPRESONTOLOGIA
Por Helton Rafael Nascimento * A compreensão do machismo contemporâneo exige ultrapassar a definição clássica de "construção social". Diante da forma como os corpos são avaliados e descartados no ambiente digital, percebe-se que o machismo opera, na verdade, como um dispositivo biocultural . Ele não se limita a normas externas de conduta; ele habita as memórias afetivas, os padrões de percepção e as respostas emocionais, moldando a própria maneira como o indivíduo aprende a e

Helton Rafael Nascimento
9 de jan.2 min de leitura


É LÍCITO AO AGNÓSTICO IR À IGREJA?
EM UMA ÉPOCA EM QUE MUITOS VIVEM A RELIGIOSIDADE FORA DOS MUROS DA IGREJA, A RELIGIÃO REFORÇOU ATRIBUTOS, PARA ALÉM DA SUA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DE SALVAÇÃO. Por Emanuel Calebe Araújo Silva * Afinal, faz sentido que um agnóstico vá à igreja? Há quase 12 anos me tornei coroinha da Igreja Católica através do convite de uma amiga da escola. Durante 7 anos exerci minhas atividades e guardava muito respeito pelos elementos religiosos, sobretudo, pela hóstia consagrada. Confesso q
Emanuel Calebe Araújo Silva
17 de dez. de 20234 min de leitura


O QUE OS ASSASSINATOS EM SÉRIE NO AMBIENTE ESCOLAR ESTÃO TENTANDO NOS DIZER?
É possível a parte viver à margem do todo? Por Alexandre Gossn * Segundo levantamento feito pela pesquisadora Michele Prado, do Monitor de Debate Político no Meio Digital da USP, os ataques às escolas nos últimos meses superam a violência praticada nos últimos 20 anos. Repito: nos últimos 15 meses, morreram mais crianças e professores no país que em 240 meses! O que está havendo? Essa violência (em números escandalosamente inéditos) não surgiu do nada, tampouco se trata de co

Alexandre Gossn
6 de abr. de 20233 min de leitura


O PORCO E A RAPOSA
Por Felipe Cazelli * Era uma vez um Reino em que as pessoas estavam com fome. Na verdade, não eram pessoas, e sim animais. Isto aqui, afinal de contas, é uma fábula, e, numa fábula, os personagens geralmente são animais. Esse Reino havia sido governado pelo Rei Porco, um monarca muito, muito perverso, que negava a realidade, debochava de quem passava necessidade e desperdiçava toda a riqueza do Reino em benefício próprio e de seus filhos leitões. Na tentativa de garantir sua

Felipe Cazelli
7 de fev. de 20234 min de leitura


A PARANOIA BOLSONARISTA NAS REDES SOCIAIS: O JOGO PATOLÓGICO E O WHATSAPP COMO "DIVÃ"
Por João Figueiredo * Em um Grupo de WhatsApp integrado por maioria bolsonarista, há alguns membros que atuam como se fossem abelhas-soldados de uma colmeia: reagem agressivamente (injúrias, xingamentos, comentários sarcásticos) contra qualquer mensagem que julgarem ameaça à maneira de pensar de seus membros, bem contra o autor da postagem. Nesses casos, além do ataque direto à postagem e a quem a postou, segue-se uma enxurrada de postagens com mensagens contrárias, com o cla

João Figueiredo
24 de jan. de 20236 min de leitura
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