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POR QUE É TÃO DIFÍCIL DIALOGAR NA POLÍTICA? OS SENTIDOS DA LIBERDADE E OS DESENCONTROS ENTRE DIREITA E ESQUERDA
Por Gustavo Bertoche* Como intelectual crítico, não sigo critérios pré-determinados por nenhum partido ou grupo político: sou completamente livre para circular, sem nenhuma culpa, entre idéias e autores de todas as cores. Leio de Ortega a Sartre, de Voegelin a Lukács – e em todos encontro mais convergências do que se costuma supor. Por isso causa-me espanto a dificuldade que os membros dos campos políticos opostos têm, principalmente aqui no Brasil, de conversar como pessoas

Gustavo Bertoche
há 6 dias5 min de leitura


REPUTAÇÃO ILIBADA: REQUISITO PARA INGRESSAR NO STF, MAS NÃO PARA PERMANECER?
Por Renat Nureyev Mendes* Há alguns dias, ao ler uma publicação do professor Ronaldo Bretas no Facebook, na qual questionava a profundidade do conhecimento jurídico de atuais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), voltei a refletir sobre os critérios que legitimam o acesso à mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro. A provocação não é propriamente nova, mas adquire especial relevância diante dos acontecimentos recentes que envolvem a Suprema Corte e colocam

Renat Nureyev
há 6 dias6 min de leitura


QUANDO O LOGOS DEIXA DE JULGAR O PODER: PLATÃO, ÉTICA E A CRISE DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO
Por Gustavo Bertoche* Sobre a exposição da corrupção na Suprema Corte: o STF não é um tribunal politicamente neutro. É, do início ao fim, um tribunal político, sujeito a todas as vicissitudes da práxis política. A corrupção dos ministros, que enriquecem advogando pelas partes que serão julgadas (porque é óbvio que um pagamento de 131 milhões à esposa do ministro é um pagamento de 131 milhões ao próprio ministro), é a expressão do funcionamento adequado do sistema, e não uma a

Gustavo Bertoche
27 de set.6 min de leitura


PRAGMATISMO, SOLIPSISMO E DISCRICIONARIEDADE JUDICIAL: OS LIMITES HERMENÊUTICOS DA DECISÃO JURÍDICA
Por Williem da Silva Barreto Júnior* A atividade jurisdicional pressupõe necessariamente a interpretação do direito. A impossibilidade de separar texto e interpretação, contudo, não significa reconhecer ao julgador liberdade para atribuir às normas qualquer sentido que considere adequado. O problema surge justamente quando a atividade interpretativa deixa de encontrar limites no próprio direito e passa a ser orientada predominantemente pelas convicções pessoais do intérprete

Williem da Silva Barreto Júnior
27 de set.7 min de leitura


A DISCRICIONARIEDADE JUDICIAL COMO FUNDAMENTO DO VOLUNTARISMO: A CRÍTICA DE LENIO STRECK
Por Williem da Silva Barreto Júnior* As discussões contemporâneas acerca da interpretação e da decisão judicial passaram a ocupar posição central na teoria do direito, sobretudo em razão das profundas transformações experimentadas pelo pensamento jurídico ao longo do século XX. A superação do positivismo exegético, a redefinição do papel da Constituição e a crescente valorização da atividade interpretativa fizeram surgir diferentes construções teóricas destinadas a explicar c

Williem da Silva Barreto Júnior
6 de ago.6 min de leitura


DA FILOSOFIA PLATÔNICA AO NEOFASCISMO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE ÓDIO, XENOFOBIA E JUVENTUDE
Por Daniel Camurça Correia* A filosofia de Platão, desenvolvida na Grécia Antiga entre os séculos V e IV a.C., exerceu profunda influência sobre a formação do pensamento ocidental. Discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, Platão fundou a Academia de Atenas e dedicou sua vida à investigação da justiça, da política, da ética e da educação. Em suas obras, defendia que a construção de uma sociedade equilibrada dependia do cultivo da razão, do conhecimento e da formação mora

Daniel Camurça Correia
6 de ago.3 min de leitura


O PAMPRINCIPIOLOGISMO COMO FUNDAMENTO DO VOLUNTARISMO JUDICIAL: A CRÍTICA DE LENIO STRECK
Por Williem da Silva Barreto Júnior* As profundas transformações experimentadas pela teoria do direito ao longo do século XX alteraram significativamente a compreensão acerca da estrutura do ordenamento jurídico e dos critérios de fundamentação das decisões judiciais. A progressiva constitucionalização do direito, associada à valorização dos princípios jurídicos e ao enfraquecimento do paradigma estritamente legalista, passou a conferir maior protagonismo à atividade interpre

Williem da Silva Barreto Júnior
6 de ago.4 min de leitura


NASCE A "ANTÍGONA: REVISTA DE FILOSOFIA E DIREITO"
Pela Equipe Editorial do Instituto Parajás* O Instituto Parajás, o Grupo Nacional dos Estudantes de Filosofia (GNEFIL) e a Federação Nacional de Estudantes de Filosofia (FENEFIL) têm a satisfação de anunciar à comunidade acadêmica o lançamento da Antígona: Revista de Filosofia e Direito, novo periódico científico eletrônico, interdisciplinar e de acesso aberto, criado com o propósito de fortalecer a produção e a difusão do conhecimento nas áreas da Filosofia, do Direito e da

Instituto Parajás
29 de jul.2 min de leitura


A EXPANSÃO DO CONSTITUCIONALISMO: GARANTISMO, PODER E DEMOCRACIA NA ORDEM GLOBAL
Por Williem da Silva Barreto Júnior* O diagnóstico da crise da democracia constitucional não conduz, necessariamente, à conclusão de que o paradigma inaugurado no segundo pós-guerra tenha se tornado obsoleto. Ao contrário, a incapacidade das instituições nacionais de controlar poderes que passaram a atuar em escala global demonstra que o problema contemporâneo não reside no excesso de constitucionalismo, mas na insuficiência de seu alcance. As constituições continuam discipli

Williem da Silva Barreto Júnior
25 de jul.16 min de leitura


TOMADA DE DECISÕES EM UMA DEMOCRACIA: A SUPREMA CORTE COMO FORMADORA DE POLÍTICAS NACIONAIS — BREVES COMENTÁRIOS AO CÉLEBRE ENSAIO DE ROBERT DAHL
Por Williem da Silva Barreto Júnior* No ensaio Decision-Making in a Democracy: The Supreme Court as a National Policy-Maker, Robert Dahl desenvolve importante análise acerca do papel desempenhado pela Suprema Corte dos Estados Unidos no sistema político norte-americano. Partindo da premissa de que a atuação do Tribunal não pode ser compreendida exclusivamente a partir da sua função jurisdicional, o autor procura demonstrar que a Corte exerce papel relevante na definição de po

Williem da Silva Barreto Júnior
28 de jun.11 min de leitura


A FRAGILIDADE DO JULGAR: A SINDERESE E A FRONTEIRA ENTRE ERRO E CRIME NA PERSPECTIVA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO
Por Daniel Camurça Correia* No vasto panorama da Filosofia do Direito, poucos pensadores estruturaram uma base tão sólida para a compreensão da justiça e do ato de julgar quanto Santo Tomás de Aquino. O filósofo e teólogo dominicano do século XIII foi o responsável por operar uma síntese entre a tradição clássica aristotélica e a teologia cristã. Em sua obra, a Suma Teológica, Aquino desenhou um intrincado sistema em que o Direito não se resume à mera aplicação da força estat

Daniel Camurça Correia
28 de jun.3 min de leitura
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