REPRESONTOLOGIA FÍSICA: O EMBRIÃO DA ÁREA
- Ricardo Cortez Lopes

- há 8 horas
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Por Ricardo Cortez Lopes*
A representação, segundo uma das regras do método represontológico, é compreendida como um fenômeno mediado, conhecido por indução, a partir da coleta, análise e comparação de representações. Mas e se, em verdade, ela não for mediada? Essa é a hipótese central da represontologia física, uma subárea dedicada a investigar o lastro biológico da representação.
Podemos dividir a represontologia física em quatro frentes principais — duas voltadas à mudança e duas à definição:
Onde a representação se encontra
Como ela é
Como ela mudou
Sua relação direta com a fisiologia
A seguir, falaremos brevemente sobre cada uma delas, para que você possa perceber se possui afinidade com alguma dessas abordagens.
(A) Essa frente dedica-se ao mapeamento do lócus da representação. O primeiro lugar que naturalmente se considera é o cérebro, já que nele se encontra o sistema nervoso central — o que torna a neurologia uma ciência de diálogo privilegiado. No entanto, a representação pode estar localizada dentro ou fora do cérebro. Se estiver fora, passa a configurar um problema fisiológico (relacionado a outras partes do corpo) ou mesmo físico — possivelmente ligado a fenômenos como o eletromagnetismo. Nesse caso, a investigação exige interlocução com outras áreas científicas que não a neurologia.
(B) Aqui, busca-se localizar a representação no interior do corpo humano e descrevê-la para reflexões posteriores. Ela possui metabolismo próprio? Pode ser considerada um órgão? Um anexo? Um impulso? Nota-se, nessa frente, uma contribuição direta para a represontologia interna. Ainda assim, trata-se de uma aposta teórica: é possível que se descubra que a representação não possui qualquer substrato físico. Nesse sentido, a investigação assume contornos quase míticos — uma legítima busca pelo Santo Graal.
(C) Essa abordagem investiga a relação entre representação e evolução biológica, bem como as transformações da própria representação ao longo do tempo. A representação pode ser compreendida como uma eficiente ferramenta evolutiva resultante da atividade cerebral, pois permite o armazenamento de informações e respostas prévias, favorecendo a adaptação e a sobrevivência dos organismos.
(D) Sabemos que a representação desencadeia sentimentos e reações fisiológicas por meio de rotas metabólicas específicas. Do ponto de vista biológico, o indivíduo busca reprodução, sobrevivência e alimentação. A representação atua como mediadora na interpretação e no planejamento de situações relacionadas a essas finalidades, gerando respostas hormonais orientadas a determinados fins — respostas estas que podem ser rastreadas e analisadas por essa especialidade.
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Referências:
LOPES, Ricardo Cortez. Repræsontologia: fundamentos da ciência das representações. São Paulo: UICLAP, 2024.
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* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



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