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OS SIMPSONS E A REPRESONTOLOGIA

Atualizado: 17 de jan.

Por Ricardo Cortez Lopes*


A série “Represontologia da Cultura” apresenta artefatos culturais analisados por meio da Represontologia, a ciência das representações. O objetivo é apresentar aplicações dos conceitos e também sugerir temas de pesquisa (quem sabe para publicação na Revista Colirium). Hoje falaremos sobre Os Simpsons, a animação mais longeva da história da humanidade.


Os Simpsons é um desenho animado (quase uma soap opera) que conta a história da família homônima, composta por um pai impulsivo (Homer), uma mãe sensata (Marge), um filho travesso (Bart), uma filha vanguardista (Lisa) e um bebê interativo (Maggie). Vamos analisar um episódio específico em que a representação é explícita, quando parodia o episódio It's a Good Life, da terceira temporada de Twilight Zone. É notável que há um episódio na animação "Liga da Justiça" com enredo semelhante. Ou seja, falaremos de três mídias simultaneamente.


Em um capítulo, Bart adquire o poder de consolidar pensamentos internos no mundo físico e o utiliza para aprontar com a população de Springfield — com resultados cartoonescos. Inclusive, o fato de ele conseguir ler mentes e punir pensamentos remete às quatro existências budistas, mas não temos como afirmar que se trata de uma referência. Na prática, é como se ele pudesse realizar desejos, mas apenas aqueles com a linguagem da mente dele.


São algumas possibilidades: (1) na sua mente, Bart aciona uma representação sobre algo, a manipula abstratamente e ela substitui a que está expressa na realidade; ou (2) a própria realidade cria conexão causal com a mente de Bart e começa a habitar sua mente, abdicando de representações; ou ainda (3) todos compartilham a mesma mente que a de Bart, tornando-o o mestre (Deus), sendo as mudanças meras ilusões.







* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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