TEORIA REPRESONTOLÓGICA: O QUE É A REPRESENTAÇÃO?
- Ricardo Cortez Lopes

- 18 de jan.
- 2 min de leitura
Por Ricardo Cortez Lopes*
O nosso bate-papo de hoje é sobre teoria represontológica. Junto com o método represontológico e com o seu objeto autônomo, ela constitui a própria particularidade da represontologia enquanto ciência independente.
Se a investigação empírica utiliza conceitos pontuais para gerar indicadores, a teoria represontológica se apresenta como uma reflexão sistêmica que, a partir dos resultados das pesquisas, pensa e repensa o arcabouço teórico da área. São muitas as questões envolvidas nessa atividade, assim como também são muitas as respostas possíveis segundo diferentes autores. No entanto, a indagação mais importante — da qual partem todas as demais — é: o que é a representação?
Do ponto de vista científico, o objeto “representação” é estudado por meio de duas dimensões: a composição e o comportamento. Conhecer ambas permite uma apreciação mais precisa sobre o que é a representação e em que medida ela se diferencia de outros fenômenos. Para estabelecer essa conexão entre teoria e empiria, utilizam-se os modelos, recursos gráficos que explicam essas duas dimensões.
No que se refere à composição, ela demonstra o que a representação é “por dentro”. Estuda, portanto, como essa mobiliza seus elementos na leitura da realidade, modificando — ou não — seu conteúdo interno ao longo do processo. Os modelos teóricos aqui utilizados são o da representação corroborada e o da representação em trânsito, já abordados em nossos textos.
Já na dimensão do comportamento, investigam-se os elementos externos da representação em sua interação com outros entes autônomos (como outras representações). O modelo teórico mais recorrente nesse caso é aquele que explica o movimento das representações em torno de um referente, isto é, daquilo que elas se empenham em espelhar.
Se conseguirmos responder a essa questão teórica central por meio das duas dimensões apresentadas, então muitas outras questões teóricas menores poderão ser investigadas — como, por exemplo, se existe apenas um tipo de representação ou vários. Mas isso já é assunto para uma próxima postagem.
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Referências:
LOPES, Ricardo Cortez. Repræsontologia: fundamentos da ciência das representações. São Paulo: UICLAP, 2024.
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* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



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