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O BRASÃO DA REPRESONTOLOGIA

Atualizado: 17 de jan.

Por Ricardo Cortez Lopes*


Talvez alguns considerem inusitada — ou até mesmo “brega” — a criação de um brasão para a Represontologia. Afinal, trata-se de um campo ainda recente, que não remonta aos tempos em que brasões e símbolos heráldicos eram recursos centrais de comunicação visual e política. A própria Sociologia, nascida no século XIX e consolidada como disciplina científica, não possui tal símbolo. No entanto, acreditamos que a adoção desse emblema não deve ser vista como mera ornamentação, mas sim como um recurso pedagógico e comunicativo, capaz de condensar e transmitir, de maneira visual, alguns valores fundamentais da teoria das representações.


O brasão, nesse sentido, não pretende conferir uma tradição inexistente, mas criar uma linguagem simbólica que favoreça o diálogo com diferentes públicos, acadêmicos ou não, comunicando de forma imediata aquilo que os conceitos exigem maior elaboração para expressar. Ele funciona como uma síntese gráfica de princípios, ideias e heranças culturais que estruturam a reflexão sobre a representação.


Imagem 01: Brasão da Represontologia
Imagem 01: Brasão da Represontologia

A seguir, apresentamos os principais elementos heráldicos que o compõem:


Capacete de Atena: evoca o mito do nascimento de Atena da cabeça de Zeus: assim como uma representação mental que se origina na mente e, em seguida, ganha forma no mundo como comunicação.


Mote/Fonte: a tipografia escolhida inspira-se em documentos medievais, ainda hoje paleografados, remetendo ao trabalho erudito, à preservação da memória e ao diálogo com as tradições escritas que moldam a cultura ocidental.


Raios de Zeus: simbolizam o instante em que a representação, concebida pelo humano, adquire independência, circulando como realidade própria, capaz de influenciar, transformar e ser apropriada por outros sujeitos.


Coroa de louros: referência direta ao mundo antigo, indicando que a reflexão sobre a representação não é nova, mas remonta às correntes filosóficas clássicas, que já problematizavam a relação entre aparência, essência e sentido.


Assim, o brasão da Represontologia não é apenas um exercício estético, mas um esforço de traduzir em linguagem visual aquilo que constitui o cerne da disciplina: a centralidade da representação como chave de leitura do mundo social, cultural e simbólico.







* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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