MODELOS NA REPRESONTOLOGIA
- Ricardo Cortez Lopes

- há 6 dias
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Por Ricardo Cortez Lopes*
A Represontologia é a ciência que estuda a representação a partir de sua composição e de seu comportamento. Os modelos desempenham um papel fundamental para que os dados empíricos adquiram sentido teórico. Funcionam como verdadeiros facilitadores da análise, embora nem toda pesquisa represontológica se valha deles — mas isso é assunto para outro momento.
De modo geral, os modelos são construções teóricas que descrevem, por meio de recursos visuais, uma representação em funcionamento, sua interação com outras representações ou, ainda, sua relação com o ambiente.
Por essa razão, podemos falar em modelos (1) composicionais e (2) comportamentais. Ambos fornecem informações relevantes sobre as características da representação e contribuem diretamente para o aprofundamento da discussão teórica no campo da Represontologia.
1 Modelos composicionais
1.1 Modelo celular
O modelo celular descreve como uma representação mental mantém seu núcleo associativo intacto. A representação recebe um estímulo, analisa-o e o corrobora, preservando a estrutura central que organiza o referente.
1.2 Trânsito
Quando o núcleo é abalado por um ou mais acontecimentos, as representações previamente registradas sobre o referente passam a perder eficácia. Com o tempo, contudo, novas associações se reorganizam, possibilitando a formação de um novo núcleo para esse mesmo referente.
1.3 Colcha de retalhos
Esse modelo aplica-se às representações concretizadas em artefatos. Diferentemente da representação mental, ele não possui a mesma dinâmica interna; contudo, apresenta maior capacidade de compartilhamento social. A partir do que o artefato comunica pelos sentidos, outros indivíduos constroem suas próprias representações mentais.
2 Modelos comportamentais
2.1 Bingo
O modelo bingo evidencia a relação entre a representação e o ambiente, demonstrando como uma representação é selecionada entre várias outras disponíveis em um determinado contexto.
2.2 Colcha esticada
Esse modelo organiza representações existentes em torno de seu referente (X), funcionando como um instrumento para determinar posições, hierarquias ou proximidades simbólicas.
3 Considerações finais
Em síntese, a Represontologia pode se valer de modelos — não no sentido estatístico — para descrever tanto o comportamento quanto a composição de uma ou mais representações. Esses modelos permitem uma descrição e uma análise mais precisa dos fenômenos representacionais, facilitando sua conexão com a discussão teórica e nos auxiliando a responder, com maior clareza, o que é a representação, de fato.
Curso de Introdução à Represontologia: https://www.institutoparajas.org/challenge-page/cc27cc60-1b9a-46f6-8d40-cad208f5a28b?programId=cc27cc60-1b9a-46f6-8d40-cad208f5a28b&participantId=aa1ccc75-5a7a-4ed5-a6a3-681736b3eea6
Referências:
LOPES, Ricardo Cortez. Repræsontologia: fundamentos da ciência das representações. São Paulo: UICLAP, 2024.
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* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



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