A REPRESENTAÇÃO COMO PEÇA DE XADREZ NA MENTE HUMANA
- Ricardo Cortez Lopes

- 16 de jan.
- 2 min de leitura
Por Ricardo Cortez Lopes*
Diversos campos dos estudos representacionais atribuem um peso especial à representação, tratando-a como se fosse uma estrutura da própria realidade — construída pela mente humana — ou até como algo equivalente a uma mídia. Outros, por sua vez, chegam a relativizar ou mesmo a desconsiderar sua existência.
A represontologia, entretanto, reconhece a complexidade infinita da representação, mas a compreende como uma ferramenta cognitiva capaz de produzir uma duplicata daquilo que é captado pelos sentidos. Há momentos em que essa representação pode se sobrepor à percepção imediata e passar a moldar a realidade, como se uma única peça de xadrez determinasse as regras de todo o tabuleiro. Contudo, esse domínio tende a ser temporário, pois a representação inevitavelmente se transforma e reorganiza seu conteúdo.
O xadrez funciona aqui como uma metáfora da mente: o tabuleiro possui regras estabelecidas, mas depende da ação humana; são as estratégias, leituras e interpretações que fazem o jogo ser o que é — e o que pode vir a ser. Ainda assim, algo é certo: não existe jogo sem peças. Cada peça representa algo e deve ser compreendida como tal. Ela não é o tabuleiro, mas também não é dispensável, pois sem ela o jogo sequer começa. Do mesmo modo, a mente é composta por múltiplas representações, embora seja mais ampla do que a simples soma delas.
E, afinal, o que a mente não é? Essa ainda não é a questão central da represontologia, mas a disciplina se apresenta como um dos caminhos possíveis para desvendar esse enigma. Aguardemos os próximos capítulos.
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* Escritor e Pesquisador. Doutor, Mestre e Graduado em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



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