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O FUTEBOL BRASILEIRO E O COMPLEXO DE PEDIGREE
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Durante muitos anos repetimos a tese do genial Nelson Rodrigues como quem recita uma oração cívica, a de que o Brasil sofria do complexo de vira-latas. Perdíamos porque, antes mesmo do apito inicial, já nos julgávamos inferiores. Em alguns momentos isso até parecia ser verdade. O problema é que, como acontece com quase toda doença mal diagnosticada, exageramos na dose do remédio. Curamo-nos do vira-latas e desenvolvemos o complexo de pedigree

Georgino Jorge de Souza Neto
9 de jul.3 min de leitura


"MENINOS, EU VI": A COPA DO MUNDO COMO ESTADO DE ESPÍRITO
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Meninos, eu vi (só quem tem mais de 50 anos vai entender). Mas, sim, eu vi tudo. A Copa do Mundo ativa em mim um botão de descontrole das minhas próprias escolhas. Começa inocentemente, com um "vou assistir só aos jogos bons", e quando dei por mim estava acompanhando uma partida entre duas seleções cuja população somada talvez não enchesse um bairro de Montes Claros. Sabia o nome do lateral-esquerdo, a média de posse de bola e ainda reclamava

Georgino Jorge de Souza Neto
8 de jul.3 min de leitura


O BRASIL AINDA ESPERA UM SALVADOR DE CHUTEIRAS
Por Georgino Jorge de Souza Neto* A convocação do menino Ney para a Copa do Mundo possui dimensão muito superior ao campo esportivo. Surge, nesse episódio, um retrato preciso do Brasil contemporâneo, território no qual o êxito individual recebe veneração quase litúrgica, enquanto qualquer percepção estrutural sobre desigualdade, privilégio ou pertencimento coletivo dissolve-se sob luzes publicitárias, cifras astronômicas e narrativas motivacionais dignas de palestra corporati

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.3 min de leitura


QUANDO UM GESTO NÃO É APENAS UM GESTO
Por Georgino Jorge de Souza Neto* O futebol costuma ser chamado de linguagem universal. Justamente por isso, seus símbolos nunca são neutros. O gesto feito pelo supervisor do VAR na partida entre Alemanha e Curaçao talvez tenha sido apenas um equívoco. Talvez não. É exatamente por isso que a investigação da FIFA é necessária: porque, em um evento que reúne bilhões de pessoas e representa dezenas de povos, não existe espaço para ambiguidades quando o assunto é racismo. Tem que

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.2 min de leitura


AS DÉCADAS PERDIDAS DO BRASIL PÓS-1950: ENTRE A ECONOMIA E O FUTEBOL
Por Yury Tupynambá * Na Economia e no Futebol, desde os anos dourados do juscelinismo (década de 50), o Brasil viveu duas décadas perdidas, a de 1980 e a de 2010. Nos anos 1950, a taxa anual média de crescimento econômico do Brasil foi por volta de 7,4% e, pela primeira vez, vencemos a Copa do Mundo de Futebol da FIFA, sediada em 1958 na Suécia, com destaque para nossos craques Pelé, Garrincha, Zagallo, Didi e Vavá. Insta constar, por imperativo, que em 1950 tínhamos sediado

Yury Tupynambá
22 de ago. de 20184 min de leitura
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