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1994: LITTLE ITALY CONTRA FIVE POINTS EM NEW JERSEY
Por Dimas Junior* Em 1994 a Copa do Mundo chegou à terra estadunidense de forma inédita. Os Estados Unidos da América, um país meio que desencontrado (ver TRIVELA, [s.d.]; SPORTS ILLUSTRATED, 2006) em sua relação com o fenômeno futebol (lá chamado de soccer), recebeu a 15ª edição do torneio. E as razões para isso talvez tenham sido, no geral, fundamentalmente econômicas. Em 1984, os Jogos Olímpicos foram disputados na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos da América, e a

Dimas Junior
28 de set.24 min de leitura


O FUTEBOL BRASILEIRO E O COMPLEXO DE PEDIGREE
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Durante muitos anos repetimos a tese do genial Nelson Rodrigues como quem recita uma oração cívica, a de que o Brasil sofria do complexo de vira-latas. Perdíamos porque, antes mesmo do apito inicial, já nos julgávamos inferiores. Em alguns momentos isso até parecia ser verdade. O problema é que, como acontece com quase toda doença mal diagnosticada, exageramos na dose do remédio. Curamo-nos do vira-latas e desenvolvemos o complexo de pedigree

Georgino Jorge de Souza Neto
9 de jul.3 min de leitura


"MENINOS, EU VI": A COPA DO MUNDO COMO ESTADO DE ESPÍRITO
Por Georgino Jorge de Souza Neto* Meninos, eu vi (só quem tem mais de 50 anos vai entender). Mas, sim, eu vi tudo. A Copa do Mundo ativa em mim um botão de descontrole das minhas próprias escolhas. Começa inocentemente, com um "vou assistir só aos jogos bons", e quando dei por mim estava acompanhando uma partida entre duas seleções cuja população somada talvez não enchesse um bairro de Montes Claros. Sabia o nome do lateral-esquerdo, a média de posse de bola e ainda reclamava

Georgino Jorge de Souza Neto
8 de jul.3 min de leitura


O BRASIL AINDA ESPERA UM SALVADOR DE CHUTEIRAS
Por Georgino Jorge de Souza Neto* A convocação do menino Ney para a Copa do Mundo possui dimensão muito superior ao campo esportivo. Surge, nesse episódio, um retrato preciso do Brasil contemporâneo, território no qual o êxito individual recebe veneração quase litúrgica, enquanto qualquer percepção estrutural sobre desigualdade, privilégio ou pertencimento coletivo dissolve-se sob luzes publicitárias, cifras astronômicas e narrativas motivacionais dignas de palestra corporati

Georgino Jorge de Souza Neto
20 de jun.3 min de leitura
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