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QUANDO A PALAVRA E O BLUES COMEÇAM, NÃO DÁ MAIS PARA PARAR: SOBRE TALENTO, INSISTÊNCIA E O DESCONFORTO DE LEVAR A PRÓPRIA VOZ A SÉRIO
Por Georgino Jorge de Souza Neto * Tem quem jure, com a convicção dos que nunca leram um parágrafo inteiro de Goethe, mas confiam cegamente em correntes de WhatsApp, que Robert Johnson só tocava daquele jeito porque, numa encruzilhada qualquer do Mississippi, vendeu a alma ao diabo em troca de talento. É uma lenda belíssima, diga-se: simplifica o mistério, infantiliza o esforço e preserva a tranquilidade moral dos medíocres. Afinal, se o talento vem do inferno, ninguém precis

Georgino Jorge de Souza Neto
6 de jan.2 min de leitura
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