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QUANDO O LOGOS DEIXA DE JULGAR O PODER: PLATÃO, ÉTICA E A CRISE DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO
Por Gustavo Bertoche* Sobre a exposição da corrupção na Suprema Corte: o STF não é um tribunal politicamente neutro. É, do início ao fim, um tribunal político, sujeito a todas as vicissitudes da práxis política. A corrupção dos ministros, que enriquecem advogando pelas partes que serão julgadas (porque é óbvio que um pagamento de 131 milhões à esposa do ministro é um pagamento de 131 milhões ao próprio ministro), é a expressão do funcionamento adequado do sistema, e não uma a

Gustavo Bertoche
27 de set.6 min de leitura


A ESCOLA, A ALMA E A INVERSÃO NECESSÁRIA
Por Gustavo Bertoche* Sócrates descobriu que o homem é psiquê: é a sua consciência, é a sua personalidade intelectual e moral. Por isso, o núcleo da filosofia socrática é pedagógico: é necessário sobretudo conhecer-se — isto é: conhecer o homem, em sua universalidade e em sua singularidade — antes do início da realização de qualquer projeto de vida. Sob a perspectiva socrática, o erro da nossa pedagogia consiste no fato de que ela ensina ao homem as coisas humanas, mas não sa

Gustavo Bertoche
9 de jul.2 min de leitura


POR QUE ESTUDAR SÓCRATES? A ATUALIDADE DO PENSAMENTO SOCRÁTICO NA ÉTICA, NO DIREITO E NO COMPLIANCE
Por Daniel Camurça Correia * Sócrates, filósofo ateniense que viveu aproximadamente entre 469 e 399 a.C., ocupa um lugar central na história do pensamento ocidental e, de modo particular, na reflexão filosófico-jurídica. Sua origem está ligada à Atenas do período clássico, um contexto marcado pelo florescimento da democracia, do debate público e das instituições jurídicas. Filho de Sofronisco, um escultor, e de Fenarete, parteira, Sócrates não deixou obras escritas, sendo con

Daniel Camurça Correia
6 de fev.3 min de leitura


NADA DE NOVO SOB O SOL DA FILOSOFIA: OS PROBLEMAS DE SEMPRE COM NOVAS ROUPAGENS
Por Gustavo Bertoche * Muitos intelectuais acreditam lidar com problemas absolutamente novos, jamais pensados anteriormente — problemas como, por exemplo, a questão da "inteligência artificial", o caráter autofágico da democracia, a proposta do gênero neutro na língua portuguesa. O que os intelectuais do nosso tempo ignoram — devido à sua deficiência cultural — é que esses problemas já eram discutidos, sob outras formas, há milhares de anos. O caso específico da proposta do p

Gustavo Bertoche
15 de jan.2 min de leitura
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