O MITO DA CAVERNA E A REPRESENTAÇÃO
- Ricardo Cortez Lopes

- 3 de abr.
- 1 min de leitura
Por Ricardo Cortez Lopes*
Segundo os estudiosos da representação, mais especificamente Michel Foucault, os filósofos gregos da Antiguidade apresentam um pensamento representacionista, que compreende o conhecimento como representação da verdade, excluindo o restante como mero engano. Contudo, à luz da represontologia, podemos tecer algumas reflexões mais livres, considerando que estamos realizando um anacronismo com fins especulativos.
O mito da caverna é uma alegoria de Platão para explicar a natureza do conhecimento. Trata-se de um experimento social no qual alguém acorrenta uma série de crianças em uma caverna e projeta imagens do mundo externo por meio de uma luz, produzindo sombras — sendo, talvez, uma representação intencional do mundo exterior, que cria simultaneamente a imagem e a ilusão. Em determinado momento, um deles é solto ou se liberta e consegue acessar o mundo externo, superando essa representação construída.
Podemos identificar a representação em algumas instâncias: primeiramente, no idealizador do experimento, que cria representações sensíveis na parede da caverna. Desse modo, os sentidos produzem uma visão fragmentada da realidade, o que faria com que a representação da representação não fizesse sentido, pois esta depende também da corroboração do núcleo associativo pelos sentidos.
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Referências:
LOPES, Ricardo Cortez. Repræsontologia: fundamentos da ciência das representações. São Paulo: UICLAP, 2024.
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